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Menino com tumor raro em SP faz cirurgia robótica

Cirurgia robótica removeu o tumor e reconstruiu o brônquio, preservando o pulmão direito de Noah, 7 anos, evitando a remoção total

Noah no hospital se preparando para a cirurgia — Foto: Arquivo pessoal
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  • Noah, 7 anos, tinha um tumor endobrônquico no brônquio principal direito, que comprometia a respiração e levou a infecções recorrentes.
  • O tratamento foi uma cirurgia robótica no Hospital São Luiz São Bernardo, com duração de cerca de quatro horas, que retirou o tumor e reconstruiu o brônquio, preservando todo o pulmão direito.
  • Os médicos destacam que, em cirurgia convencional, o desfecho mais provável seria a retirada do pulmão direito.
  • Noah recebeu alta poucos dias após o procedimento, sem necessidade de ventilação mecânica, e segue em acompanhamento com pediatria, pneumologia e oncologia.
  • A mãe afirma que, após a cirurgia, houve “renascimento”; o garoto já volta a brincar e praticar atividades comuns para a idade.

Depois de meses de diagnósticos difíceis, Noah, 7 anos, recebeu tratamento inovador no Hospital São Luiz São Bernardo, em São Bernardo do Campo, ABC Paulista. O menino tinha um tumor endobrônquico no brônquio principal direito, que obstruía a passagem de ar e gerava infecções recorrentes.

A família relatou cansaço frequente e pneumonia repetida. Em dezembro, Noah apresentou quadro intenso, com dificuldade respiratória, levando à internação para investigação. Exames apontaram o tumor e a necessidade de intervenção cirúrgica.

A equipe médica envolvida incluiu o cirurgião torácico Christian Ernesto Aillon Valverde e o cirurgião Tiago Machuca, referência nacional. O objetivo foi preservar o pulmão direito, mantendo a função respiratória do lado. A cirurgia decorreria em ambiente de cirurgia robótica.

O procedimento durou cerca de quatro horas e contou com apoio de uma equipe multidisciplinar. A abordagem robótica permitiu remover o tumor por vias minimamente invasivas, sem a retirada do pulmão direito, além da reconstrução do brônquio.

Segundo o responsável pela cirurgia, a técnica minimamente invasiva reduziu impactos e acelerou a recuperação. Noah retornou ao quarto ainda sedado, mas sem necessidade de ventilação mecânica, indicado por médicos como sinal positivo.

Poucos dias após a cirurgia, Noah recebeu alta, com orientações de acompanhamento com pediatria, pneumologia e oncologia. A família relatou que o menino já voltou a brincar, correr e realizar atividades comuns para a idade.

Para os pais, o resultado representa mais que uma vitória; é um renascimento. Ainda em tratamento de acompanhamento, Noah deverá passar por exames periódicos para monitorar a recuperação e evitar novas intercorrências.

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