- Ministério da Saúde recomenda monitorar sinais de alerta nos primeiros 21 dias após a vacinação contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.
- A suspensão é temporária apenas para esse imunizante; a vacinação pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos continua normalmente.
- Foram 42 episódios de reação adversa graves identificados entre cerca de 500 mil doses; três casos foram graves, e as investigações seguem.
- A pasta afirma que quem foi vacinado continua protegido contra os quatro tipos da dengue; o monitoramento de 21 dias busca detectar viremia.
- Casos graves serão analisados por Ministério da Saúde, Anvisa, INCQS e Instituto Butantan, sem ainda estabelecer relação de causa e efeito.
O Ministério da Saúde informou que pessoas vacinadas contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan devem monitorar sinais de alerta nos primeiros 21 dias após a aplicação. A medida é exclusiva para o composto desenvolvido pelo Butantan e não envolve a outra vacina contra dengue disponível no SUS.
A orientação foi divulgada nesta segunda (8) após a pasta suspender temporariamente a vacinação com o imunizante do Butantan, para investigar 42 episódios de reações adversas graves ocorridos entre cerca de 500 mil doses aplicadas. A suspensão não interrompe a vacinação já realizada nem afeta a proteção oferecida.
As autoridades ressaltaram que quem recebeu a vacina continua protegido contra os quatro tipos da dengue. O monitoramento intensificado visa detectar, nesse intervalo, a presença de componentes do imunizante no organismo, conhecido como viremia.
Quais sintomas exigem atenção?
Vacinação recente requer atendimento médico se surgirem febre, dor abdominal intensa e contínua ou vômitos persistentes, sobretudo entre 0 e 21 dias após a dose.
Imunizante investigado vs SUS
A suspensão afeta apenas o imunizante do Butantan, aplicado em profissionais da atenção primária e em projetos-piloto. A vacina que integra o calendário do SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos permanece em uso normal e não faz parte da análise que levou à suspensão.
Casos graves investigados
Entre janeiro e maio, a farmacovigilância identificou 42 episódios de reações adversas graves associadas à vacinação, com três casos considerados graves. Ainda não há evidência suficiente para estabelecer relação de causa e efeito entre a vacina e os casos graves.
Vacina continua protegendo
A pasta informou que a suspensão é preventiva e visa permitir estudos adicionais sobre os eventos registrados. A decisão não invalida a eficácia da vacina nem altera a proteção para quem já foi vacinado.
Fontes oficiais afirmam que as avaliações seguem com especialistas do Ministério da Saúde, da Anvisa, do INCQS e do Instituto Butantan, para entender fatores de risco e cenários epidemiológicos.
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