- Ministério da Saúde foca o monitoramento dos vacinados há até 21 dias após a aplicação da vacina da dengue do Instituto Butantan.
- A vigilância ativa será mantida por 30 dias, com a referência nos 21 dias iniciais para possíveis eventos adversos.
- A vacinação foi suspensa temporariamente após o registro de 42 casos de reações severas, entre eles três casos graves e duas mortes em investigação.
- Os casos graves envolvem uma mulher de 39 anos, outra mulher de 48 anos e um homem de 58 anos; mortes ainda são analisadas para verificar relação com a vacina.
- A partir de 9 de junho, a estratégia de vacinação fica interrompida temporariamente para revisão de segurança; não há confirmação de relação causal e o governo ressalta a proteção da vacina contra os quatro sorotipos da dengue.
A vacinação contra dengue com o imunizante do Instituto Butantan está sob vigilância após surgirem 42 casos de reações severas. A suspensão temporária foi anunciada nesta segunda-feira (8/6) pelo Ministério da Saúde.
A principal atenção desacelera o monitoramento dos vacinados nos 21 dias seguintes à aplicação. Após esse período, segundo o Ministério, não há evidência de relação com problemas de saúde, mas a vigilância segue em 30 dias.
A decisão ocorre no contexto de 42 casos graves registrados até o momento, com três desfechos mais severos, incluindo duas mortes em investigação. A medida envolve profissionais da Atenção Primária e áreas onde a vacina era aplicada.
O Ministério informou que os casos graves incluíram febre intensa, vômitos, dor abdominal, tontura, sangramentos e sinais de desidratação. Três ocorrências chamaram a atenção das autoridades sanitárias.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, as evidências atuais não comprovam relação causal entre a vacina e os desfechos graves. O governo ressalta que a proteção contra os quatro sorotipos da dengue ainda é monitorada.
A suspensão atual vale a partir desta terça-feira (9/6) e abrange municípios como Nova Lima (MG), Maranguape (CE), Botucatu (SP) e a região de Araguaína (TO). A ampliação do monitoramento hospitalar está prevista.
A estratégia de vacinação será retomada apenas após análise criteriosa dos dados de segurança. Enquanto isso, a orientação é comunicar qualquer sintoma aos serviços de saúde para investigação.
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