- A Apple anunciou na WWDC uma versão totalmente nova da Siri, chamada Siri AI, capaz de analisar o que está na tela do usuário para responder melhor às perguntas.
- A Siri AI chegará como aplicativo independente e pretende competir com rivais como ChatGPT e Gemini, além de trazer melhorias de desempenho para iPhone, Mac e iPad.
- A reformulação da Siri sofreu atrasos; alguns recursos prometidos para 2024 ainda não foram lançados e as ferramentas Apple Intelligence atuais não se destacam na concorrência.
- A Apple firmou parceria com o Google em janeiro para desenvolver os modelos que dão suporte à nova Siri e a outros recursos, com destaque para o desempenho dos modelos Gemini.
- Embora a tecnologia esteja disponível apenas no iPhone 15 Pro e modelos posteriores, a Apple tem mais de 2,5 bilhões de dispositivos em uso, o que amplia o alcance da IA; o futuro CEO John Ternus deverá assumir em setembro.
A Apple anunciou, na WWDC, uma versão totalmente reformulada da Siri, a assistente digital da empresa. A novidade, chamada Siri AI, chega como aplicativo independente e pode analisar o conteúdo exibido na tela para responder com mais precisão. A atualização visa colocar a Siri em pé de igualdade com rivais como ChatGPT e Gemini do Google.
A apresentação reforçou também melhorias de desempenho para iPhone, Mac e iPad, além de recursos de segurança infantil. A aposta da Apple é que a IA passe a acompanhar o uso diário de tarefas comuns, ampliando a utilidade dos dispositivos da empresa no dia a dia.
O que ainda aumenta a expectativa é a parceria anunciada em janeiro com o Google para desenvolver os modelos que dão suporte à nova Siri e a outros recursos. Analistas apontam que essa aliança pode melhorar o desempenho da IA da Apple.
Desafios e atrasos
A reformulação da Siri teve atrasos e alguns recursos anunciados para 2024 não foram lançados. As ferramentas atuais, chamadas Apple Intelligence, não se destacam o suficiente frente à concorrência. Traduzir fala e pesquisar conteúdo na tela já foram liberados, mas não resolvem a disputa completa.
Especialistas destacam que rivais já apresentam agentes de IA com promessas de executar tarefas inteiras para o usuário. Mesmo com a parceria com o Google, a Apple enfrenta o desafio de converter tecnologia emergente em produtos populares, sem perder o foco em privacidade e experiência do usuário.
Perspectivas de mercado
A Apple continua com uma larga base de dispositivos — mais de 2,5 bilhões em uso globalmente. Contudo, quase metade dos iPhones ativos pode não ser compatível com Apple Intelligence, pois a tecnologia fica restrita ao iPhone 15 Pro e modelos posteriores. Dados de analistas indicam essa limitação.
Investidores e analistas cobram clareza sobre o uso da IA na visão de longo prazo da Apple. Enquanto as vendas do iPhone seguem fortes, a empresa precisa mostrar como a IA se encaixa na estratégia futura, especialmente com a transição de liderança para John Ternus.
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