- O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente o uso da vacina contra dengue do Instituto Butantan, após registro de reações adversas graves, em investigação para confirmar relação causal.
- Desde janeiro, cerca de 501 mil pessoas foram vacinadas pelo SUS, na maioria profissionais de saúde da atenção básica.
- Os eventos adversos graves são raros: 42 casos de reações severas e duas mortes compatíveis com dengue grave.
- Quem recebeu a dose deve ficar atento a sintomas nos 21 dias seguintes e procurar atendimento médico de imediato se houver febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência, desidratação ou piora do estado geral.
- Equipes de saúde vão reforçar a vigilância de vacinados com sintomas de dengue, com atenção a sinais de alarme e gravidade; avaliação médica é indicada se houver quadro semelhante à dengue, mesmo sem gravidade.
O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, após o registro de reações adversas graves que podem estar associadas ao imunizante. A decisão é preventiva, até que haja conclusão de investigações sobre a relação entre os eventos e o produto.
Desde o início da aplicação no SUS, em janeiro, cerca de 501 mil pessoas foram vacinadas, sobretudo profissionais da saúde da atenção básica. A medida vale enquanto as autoridades analisam a relação entre as reações e a vacina.
Apesar da suspensão, o Ministério afirma não haver motivo para pânico. As ocorrências graves são consideradas extremamente raras: 42 casos com gravidade, incluindo duas mortes.
Apenas os dois óbitos apresentaram sintomas compatíveis com dengue grave. O alerta é para ficar atento a sinais incomuns nos 21 dias após a aplicação da dose.
Em caso de febre alta, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, desidratação ou piora do estado de saúde, deve-se buscar atendimento médico imediatamente, orienta o Ministério da Saúde.
As equipes de saúde informarão e reforçarão a vigilância de pacientes vacinados que apresentarem sinais de dengue, com atenção a sinais de alarme e gravidade.
Para a médica Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, pessoas que apresentarem sintomas de dengue devem buscar avaliação médica, mesmo sem gravidade. O encaminhamento não indica urgência apenas por ter sido vacinado, mas é recomendado quando houver quadro compatível com dengue.
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