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Barco enfrenta missão de tirar montanhas de lixo do Rio Pinheiros

Governo de São Paulo planeja ampliar a remoção de lixo no Pinheiros: onze embarcações e 20% a mais, para retirar cerca de cem toneladas diárias

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  • Diariamente são retiradas cerca de 100 toneladas de lixo ao longo do canal do Rio Pinheiros, em São Paulo, com o processo de dragagem feito por barco e apoio de retroescavadeiras.
  • O governo de São Paulo planeja aumentar em 20% a coleta de resíduos flutuantes e ampliar de oito para onze o total de embarcações atuando no canal.
  • O plano prevê cinco conjuntos formados por embarcação com retroescavadeira embarcada, além de seis barcos menores, sob a gestão da SP Águas.
  • O material é encaminhado ao maior aterro sanitário do Brasil, o Essencis, localizado em Caieiras (SP).
  • A SP Águas destaca que o canal mantém profundidade de cerca de 1,5 metro para navegação, mas o abastecimento adequado depende de ações integradas, incluindo combate a ligações clandestinas de esgoto.

The governo de São Paulo apresenta um plano para ampliar a limpeza do Canal do Rio Pinheiros, considerado o principal afluente do Tietê. Em média, cerca de 100 toneladas de resíduos são retiradas diariamente ao longo do canal, que percorre aproximadamente 25 quilômetros pela capital paulista. A iniciativa visa aumentar a capacidade de remoção com mais embarcações e tecnologia embarcada.

O programa é executado pela SP Águas, ligada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. O custo mensal atual dessa operação é estimado em torno de 5 milhões de reais. A meta anunciada é elevar a coleta de lixo flutuante em 20% e ampliar o contingente de barcos de oito para onze, atuando diariamente no canal Pinheiros.

A estrutura planejada envolve cinco conjuntos formados por embarcação e retroescavadeira embarcada, responsáveis pela retirada de resíduos acumulados nas barreiras flutuantes, além de seis barcos menores. Ao todo, a operação mantém o objetivo de manter o canal com circulação de embarcações, por meio de desassoreamento e remoção de resíduos.

Especialistas apontam que o processo ainda é tímido frente ao desafio. A qualidade da água tem registrando avaliação baixa nos relatórios anuais da SOS Mata Atlântica, segundo avaliação de especialistas. A necessidade de ações conjuntas é destacada por pesquisadores, que reforçam a importância de ampliar a participação de governo, Sabesp e setor privado.

No conjunto de atividades, o Pinheiros recebe uma limpeza contínua ao longo de todo o seu leito. A água, que deveria passar por tratamento, recebe interferências de ligações irregulares e clandestinas que afetam a qualidade. Os resíduos flutuantes são majoritariamente lixo, vegetação aquática e detritos, enquanto os sedimentos do leito incluem areia, silte e lodo, conforme informação da SP Águas.

Ao final do processo, os resíduos são encaminhados ao Essencis, maior aterro sanitário do Brasil, localizado em Caieiras (SP). O objetivo das ações é manter a navegação e reduzir o acúmulo de material no fundo do canal, com desassoreamento contínuo para manter a profundidade prevista.

A SP Águas esclarece que o canal de navegação é mantido com profundidade média de 1,5 metro ao longo do eixo do leito, permitindo a circulação de embarcações. A continuidade das ações de limpeza e desassoreamento é essencial para manter esse padrão, segundo a empresa. Não há previsão de uso público direto do canal, apenas investimentos até 2029 voltados à melhoria do saneamento e à recuperação da região.

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