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DTV+: emissoras brasileiras anunciam conteúdos e quem já assiste à TV 3.0

DTV+, a TV 3.0, avança para uso comercial no Brasil com Globo e EBC à frente; fase experimental, implantação prevista para até dez anos e investimento de R$ 12 bilhões

DTV+: o que as emissoras brasileiras vão oferecer e quem já pode assistir à TV 3.0
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  • A TV 3.0, ou DTV+, inicia a fase comercial no Brasil, oferecendo 4K, futuro 8K, som imersivo e interatividade, combinando radiodifusão com banda larga.
  • A Globo já transmite em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, com planos de chegar a quinze regiões metropolitanas até 2030.
  • A EBC lançou a Plataforma Comum, reunindo serviços do governo e outros canais federais, disponível em São Paulo e Brasília em versão experimental.
  • No momento, a tecnologia está em fase experimental; conversores de terceiros já chegam ao mercado por cerca de R$ 600 a R$ 700, enquanto ainda não há TVs com o chip da DTV+ em produção no Brasil.
  • A implantação completa da DTV+ está prevista para durar cerca de dez anos, com investimentos estimados em torno de R$ 12 bilhões; a Copa do Mundo é apontada como marco para divulgação.

A TV 3.0, também chamada DTV+, inicia sua fase comercial no Brasil, com testes já em operação e planos de expansão. A tecnologia combina radiodifusão com banda larga, permitindo transmissões em 4K e, no futuro, 8K, além de som imersivo e interatividade. Globo e EBC conduzem os passos iniciais, em meio a um cronograma de até 10 anos e investimento estimado em 12 bilhões de reais.

A Globo já transmite em caráter experimental em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A detecção de audiência e novas opções de navegação são foco inicial, usando televisores a partir de 2020-2021. A EBC, por sua vez, atua com a TV Brasil e a Plataforma Comum, em Brasília, para serviços governamentais e conteúdo público. A Copa do Mundo é vista como marco de divulgação.

A transição depende de avanços técnicos e de adesão de fabricantes. Atualmente, conversores disponíveis no mercado variam entre 600 e 700 reais. Não há televisores com o chip da TV 3.0 integrado no Brasil ainda em produção, segundo análises de mercado.

Caminho tecnológico e ações iniciais

A DTV+ será possível graças à combinação de radiodifusão com banda larga, aproximando a TV aberta de plataformas de streaming. Canais poderão ser acessados por ícones, com interatividade e anúncios segmentados. Em termos mundiais, EUA e Coreia do Sul já operam de forma comercial.

A Globo descreve o avanço como evolução da TV 2.5, buscando ampliar engajamento por meio de camadas interativas, sem substituir o modo tradicional de assistir. Em planos internos, a emissora planeja ampliar o alcance para 15 regiões metropolitanas até 2030.

Plataforma Comum e serviços públicos

Na EBC, a Plataforma Comum será integrada a serviços do Governo Federal, como Gov.br e SUS Digital, além de oferecer integração com TV Câmara e TV Senado. A iniciativa, com custo de 25 milhões de reais, já está em versão experimental em São Paulo e Brasília.

O objetivo é ampliar a oferta de informações, com alertas climáticos regionais integrados à interface da DTV+. A implementação envolve um consórcio com o governo federal para futuras expansões e rede de entrega de conteúdo própria.

Desafios, prazos e cenário de mercado

Especialistas destacam que a implementação deve se estender por cerca de 10 anos, podendo haver prorrogação conforme a complexidade. O custo total estimado é de 12 bilhões de reais, com potencial redução com o tempo.

Para 2027, a expectativa é que mais emissoras apresentem planos e conteúdos para a DTV+. Enquanto isso, a adoção permanece gradual, com foco em infraestrutura, padrões técnicas e disponibilidade de equipamentos acessíveis ao público.

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