- A baleia-jubarte Timmy, que encalhou na Alemanha e morreu na Dinamarca, terá seus restos processados para biodiesel e biomassa.
- Na Dinamarca, a gordura da baleia será convertida em biodiesel na fábrica da Daka Denmark, em Randers, enquanto o restante vira farinha para uso como biomassa em uma fábrica de cimento.
- Ossos recolhidos devem ser doados ao Museu de História Natural de Copenhague para parte de sua coleção.
- A necropsia revelou que Timmy era fêmea e não houve confirmação sobre a causa da morte.
- O caso ganhou repercussão internacional após o encalhe repetido na costa alemã e uma operação de resgate polêmica, financiada por empresários.
Baleia-jubarte conhecida como Timmy foi encontrada morta perto da ilha de Anholt, na Dinamarca, em meados de maio. A baleia havia encalhado repetidas vezes na costa alemã, em uma operação de resgate polêmica que dividiu opiniões. O animal já estava debilitado quando morreu.
Agora, os restos de Timmy serão processados em uma fábrica dinamarquesa para produzir biodiesel a partir da gordura. O restante deverá virar biomassa, enquanto alguns ossos vão para um museu de história natural.
Na fábrica de Randers, a água é filtrada e devolvida ao mar. A gordura é transformada em biodiesel; o resto, em farinha para uso como biomassa na indústria de cimento, conforme informou a empresa Daka Denmark.
Desdobramentos da necropsia
A necropsia realizada na baleia, cuja identificação confirmou ser fêmea, não definiu a causa da morte. O exame durou várias horas e partes do corpo foram removidas para estudo. O estado de decomposição era avançado.
A operação de resgate anterior, que transportou Timmy do Báltico ao Mar do Norte, gerou críticas sobre a sua execução e sobre a avaliação científica do caso. A divulgação de dados sobre o rastreador instalado permanece limitada.
Alguns ossos recolhidos durante o processo serão enviados ao Museu de História Natural de Copenhague, conforme o planejamento da equipe envolvida na operação.
Contexto internacional
Timmy ganhou notoriedade após encalhes sucessivos na costa alemã, com uma sequência de tentativas de resgate financiadas por empresários. A última intervenção ocorreu em maio, chegando a ser classificada pela imprensa como de alto risco.
Critérios científicos e bem-estar animal foram questionados por especialistas e por organizações ambientais. A liberação da baleia ocorreu em alto-mar em 2 de maio, mas críticas sobre o rastreador e a falta de registros precisos persistiram.
Com o desfecho atual, o tema retorna ao debate público sobre salvamento de baleias e gestão de restos, já que Timmy passa de símbolo de controvérsia a fonte de energia alternativa.
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