- Centro de dados submerso em Xangai, com vinte e quatro megawatts de capacidade, a dez metros de profundidade, usando água do mar para resfriamento natural.
- Parceria entre HiCloud Technology e China Communications Construction, com investimento de 1,6 bilhão yuan (US$ 236 milhões).
- Resfriamento oceânico reduz a energia de refrigeração para menos de dez por cento; o índice de eficiência térmica previsto (PUE) é de no máximo 1,15.
- Construção concluída em meados de outubro do ano passado; o complexo é o primeiro centro submarino a operar com energia eólica offshore.
- O projeto faz parte da estratégia chinesa de energia renovável para reduzir a dependência de fósseis e sustentar o avanço em inteligência artificial.
China inaugura o primeiro data center submerso movido a energia eólica
A HiCloud Technology, em parceria com a estatal China Communications Construction, abriu o primeiro data center submerso alimentado por energia eólica offshore. O projeto, em Shanghai, ocorreu com a conclusão da construção em outubro do ano passado e envolve investimento de 1,6 bilhão de yuans (cerca de 236 milhões de dólares).
Com capacidade inicial de 24 megawatts, a instalação fica a 10 metros de profundidade no Lin-gang Special Zone, dentro da China Pilot Free Trade Zone. A água do mar funciona como sistema de resfriamento natural, reduzindo para menos de 10% a energia dedicada ao controle de temperatura.
Tecnologia e eficiência
O centro utiliza a água do mar para resfriamento, diminuindo o consumo de energia em comparação com data centers tradicionais, que destinam 40% a 50% da eletricidade para climatização. A métrica de desempenho, PUE, deverá ficar ≤ 1,15 na primeira fase, nível considerado avançado pela indústria.
Histórico e evolução
Antes, a HiCloud já havia inaugurado em 2023 o primeiro data center subaquático comercial, em Hainan, também sob o princípio de resfriamento, mas o novo complexo em Shanghai é o primeiro a operar com energia eólica offshore. A construção foi finalizada em meados de outubro do ano passado.
Impacto energético e alcance estratégico
Segundo o governo chinês, o projeto usa mais de 95% de eletricidade verde, reduzindo o consumo total em 22,8%, além de reduzir uso de água e terra em 100% e mais de 90%, respectivamente. A iniciativa integra a estratégia de segurança energética e transição para fontes renováveis, com foco em autonomia tecnológica.
Contexto global e político
Relatórios da ONU indicam que apenas 32 países hospedam centros de dados para IA, com cerca de 90% concentrados na China e nos EUA. A China atua para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a segurança energética, adotando reformas no mercado elétrico e incentivo a energias limpas.
Objetivos e perspectivas
A China busca ampliar capacidade computacional para IA enquanto diversifica fontes energéticas, incluindo energias renováveis, nuclear e materiais avançados. A transição energética chinês visa reduzir vulnerabilidade externa e manter liderança tecnológica global.
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