- No Hospital Nacional da Universidade de Seul, uma plataforma de IA acompanha o paciente do atendimento à transferência entre unidades, organizando sinais vitais, histórico e exames e sugerindo encaminhamentos.
- A ferramenta não substitui médicos; decisões continuam com profissionais de saúde, e a IA atua na organização de informações e em tarefas administrativas.
- Em Anyang, câmeras com IA monitoram trânsito, segurança pública, linhas de ônibus autônomos, emergências e incêndios, com compartilhamento de dados entre órgãos.
- Um veículo não tripulado, integrado à operação de bombeiros, usa IA para controlar incêndios de grandes proporções com alcance de até cinco quilômetros.
- A Coreia do Sul investe na formação de IA com a Sungkyunkwan University, promovendo programa nacional para capacitar especialistas em setores como educação, energia, agricultura, urbanismo e manufatura.
A Coreia do Sul já incorpora IA no cotidiano de áreas estratégicas como saúde, mobilidade e emergência. Relatos de visitas a instituições públicas e privadas na última semana mostram um mix de diagnósticos assistidos, gestão de trânsito e combate a incêndios com plataformas de IA.
No hospital Seoul National University Hospital (SNUH), a Infmedix, ligada à universidade, apresenta uma plataforma de IA generativa que acompanha todo o percurso de um paciente. O sistema transcreve consultas, organiza sinais vitais e sugere encaminhamentos sem substituir médicos.
IA na saúde
Ao considerar transferências entre unidades, a ferramenta agrupa documentos e histórico clínico para envio rápido à equipe seguinte. Estudos preliminares apontam redução no tempo de atendimento, mantendo a precisão clínica. A expectativa é expandir a implementação a todos os hospitais da universidade ainda neste ano.
O diretor Hyung-Chul Lee destaca que a IA atua na organização de informações, na geração de relatórios e na automação de tarefas administrativas. A ferramenta não substitui a atuação médica, segundo ele, apenas auxilia o fluxo de trabalho.
Privacidade é entrave relevante: dados de pacientes ficam em redes privadas e apenas informações anonimizadas são usadas durante o desenvolvimento. Um comitê interno define quais informações podem ser acessadas pela plataforma.
IA no espaço urbano
Em Anyang, a prefeitura atua com um centro de operações equipado com câmeras com IA para monitorar trânsito, ônibus autônomos, segurança pública, incêndios e emergências em tempo real. O sistema identifica veículos, acompanha deslocamentos e amplia imagens em ocorrências.
A análise de dados influencia decisões urbanísticas. Um exemplo citado envolve um cruzamento com alta incidência de pedestres fora da faixa, que levou à implantação de uma travessia diagonal no formato de X, similar a outras cidades.
As imagens também ajudam a localizar pessoas desaparecidas, monitorar idosos com demência e apoiar a segurança de mulheres durante deslocamentos noturnos. Em operações de combate a incêndios, um veículo não tripulado com câmeras e visão computacional atua em áreas com fumaça intensa.
Formação e visão estratégica
Na Sungkyunkwan University (SKKU), há um programa nacional para formar profissionais capazes de aplicar IA em setores variados, como educação, energia, agricultura, urbanismo e manufatura. A universidade ressalta que competir diretamente com as maiores desenvolvedoras globais não é o foco; a aposta é explorar vantagens competitivas locais.
O presidente Ji-Beom Yoo afirma que o país precisa adaptar a IA a setores onde já possui robustez tecnológica, em vez de disputar grandes modelos de linguagem. A meta é ampliar a aplicação prática da IA na economia.
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