- Arqueólogos encontraram, em Opole, na Polônia, dois corpos de mulheres sem parentesco, entrelaçados, ao lado de uma catedral, em 2023.
- O túmulo fica na parte norte da igreja, próximo às paredes e fundações do edifício.
- A descoberta faz parte de um conjunto de 46 sepulturas encontradas durante escavações entre maio de 2022 e novembro de 2023.
- O sepulcro em questão foi identificado como o nº 1, localizado nas proximidades das estruturas do templo.
- Amostras de DNA foram analisadas para indicar a que pessoas pertenciam os corpos, mas as interpretações sobre o significado do abraço permanecem em aberto.
O complexo arqueológico alrededor da catedral de Opole, na Polônia, guarda um segredo antigo. Em 2023, dois corpos foram encontrados entrelaçados em uma tumba no subsolo da igreja. O achado chamou a atenção de especialistas pela posição dos esqueletos.
A investigação começou há três anos, em escavações realizadas entre maio de 2022 e novembro de 2023. A cidade fica na Alta Silésia, às margens do rio Oder, e a igreja data do século XI, com ampliações no XIII.
Entre as 46 sepulturas identificadas, a tumba Nº 1, localizada no setor norte da catedral, destacou-se pelos esqueletos colocados juntos, próximo das paredes e das fundações do templo. Os arqueólogos quiseram entender o significado desse sepultamento.
DNA e identificação
Pesquisas de DNA foram realizadas para esclarecer a relação entre os indivíduos. Até o momento, as análises foram bem sucedidas de forma parcial, indicando pertencimento a duas mulheres, sem parentesco próximo.
Apesar das informações obtidas, os cientistas seguem em dúvida sobre o motivo do abraço dos corpos. O contexto do sepultamento e a posição dos corpos ainda suscitam questões sobre rituais funerários da época.
O mistério permanece
Os pesquisadores entendem a importância histórica do local, que abriga séculos de história religiosa e social. A descoberta reforça o interesse pela prática funerária na região no período medieval.
Não há conclusão sobre as circunstâncias do encontro dos dois corpos. As equipes trabalham com novas hipóteses, sempre com base em evidências arqueológicas e genéticas verificáveis.
Entre na conversa da comunidade