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Guiony diz que produzir uvas de qualidade exige mudar a forma de trabalhar

Guiony afirma que produzir uvas de qualidade exige mudar práticas agrícolas; solos vivos exigem regeneração e rentabilidade sustentável

Jean-Jacques Guiony, Président-directeur général de Moët Hennessy
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  • O presidente e diretor-geral da Moët Hennessy, Jean-Jacques Guiony, participou do Living Soils Forum em Arles, destacando mudanças ecológicas e econômicas na viticultura.
  • O encontro enfatizou a importância de solos vivos para a produtividade futura, com discussões sobre agricultura regenerativa, biodiversidade e agroflorestação.
  • Guiony afirmou que, se nada mudar, o risco de perder dinheiro é maior do que o de ganhar, ressaltando a necessidade de antecipação para não perder recursos no futuro.
  • A União Europeia adotou, no fim de 2025, uma diretiva de monitoramento e resiliência dos solos, com surgimento de modelos de rentabilidade, incluindo créditos de carbono.
  • O fórum, organizado pela Moët Hennessy, contou com a participação de Pernod Ricard, Nespresso e outras empresas para debater a transição agrícola sem prejudicar a competitividade.

O presidente-diretor geral da Moët Hennessy, Jean-Jacques Guiony, afirmou que produzir bons uvas e vendê-las exige mudanças na forma de trabalhar. O alerta foi feito durante o Living Soils Forum, em Arles, dedicado aos solos vivos. O evento reuniu profissionais, cientistas e especialistas em agricultura e viticultura.

O fórum, organizado pela Moët Hennessy, marca a terceira edição do encontro. O objetivo é discutir estratégias ecológicas e econômicas para o setor, diante de desafios climáticos e de rentabilidade. A discussão enfatizou a necessidade de práticas que valorizem a saúde do solo.

Para Guiony, a transição para uma agricultura regenerativa está associada à continuidade econômica das propriedades. A produção sustentável passa pela adoção de novos modelos de manejo, que permitam rentabilidade mesmo com solos em melhoria. O tema também foi destacado por executivos do grupo.

A discussão ocorre em um momento em que a União Europeia aprovou diretrizes de monitoramento e resiliência dos solos, com foco na durabilidade da atividade agroindustrial. Soluções como créditos de carbono e novas formas de remuneração ambiental aparecem como caminhos considerados pela indústria.

  • Contexto e perspectivas: o Living Soils Forum busca alinhar interesses de grandes players com a necessidade de solo saudável para produtividade futura.
  • Participantes e temas: além da Moët Hennessy, estiveram presentes Pernod Ricard, Nespresso e outras empresas para debater técnicas, regimes de custos e inovação.

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