- A Apple apresentou o Siri AI, um assistente reconstruído do zero, com conversa em várias etapas e integração com e-mails, mensagens e fotos, além de realizar tarefas em apps.
- A tecnologia por trás do Siri AI envolve o uso do Google e a família de modelos Gemini para sustentar as experiências de Apple Intelligence.
- A Apple enfatizou privacidade, dizendo que os dados são usados apenas para executar a solicitação e que especialistas externos podem verificar a promessa a qualquer momento.
- O lançamento inicial deve começar com beta em inglês apenas, com China fora do mapa e disponibilidade na União Europeia limitada a macOS 27 e visionOS 27 no momento; idioma e alcance global não têm datas definidas.
- O anúncio ocorre em um momento de transição, com Tim Cook deixando o cargo de CEO em breve e a liderança passando a John Ternus, enquanto a integração com o Google sustenta a trajetória de atualização do Siri AI.
O Siri AI foi apresentado pela Apple no WWDC 2026, realizado em Apple Park. O assistente foi reconstruído do zero e promete conversar em múltiplos turnos, usar dados de e-mail, mensagens e biblioteca de fotos, buscar na web e executar tarefas entre apps. A apresentação enfatizou privacidade como prioridade.
A empresa destacou que o Siri AI terá um app dedicado e integração no sistema. O Siri mostra atividade na Dynamic Island durante as solicitações, refletindo a nova experiência anunciada no palco.
Google sob o capô
A Apple informou ter colaborado com a Google e a família Gemini para desenvolver a próxima geração de Apple Foundation Models que alimentam o Apple Intelligence. O modelo que sustenta o Siri AI não seria inteiramente interno, segundo a empresa.
Craig Federighi, vice-presidente sênior, reforçou que a privacidade é inegociável e que os dados são usados apenas para atender ao pedido, com verificação externa disponível a qualquer momento. A parceria levanta perguntas sobre dependência tecnológica.
Desenho estratégico da comercialização
A disponibilidade inicial em beta, prevista para ainda este ano, será em inglês. China fica fora do lançamento, por questões regulatórias. Usuários da UE não verão o assistente no iPhone ou iPad de saída; no início, ficará disponível apenas em macOS 27 e visionOS 27, segundo a Apple.
O mapa de lançamento evidencia lacunas regionais, com a China excluída e mercados de língua mandarim, japonês, coreano, Bahasa e hindi sem suporte no curto prazo. A Apple não definiu prazos para inclusão de novos idiomas.
A leitura da apresentação
A estrutura do keynote mostrou uma transição: corrigir o que havia de falho para depois apresentar novidades. O Siri AI foi apresentado como uma das várias inovações, não como o centro da fala. Tim Cook encerrou destacando que o melhor ainda está por vir.
O Siri AI está, de fato, vigente como produto, com demonstrações que sinalizam continuidade da estratégia de integração da empresa. O roadmap, no entanto, aponta para espera global antes de ampliar recursos.
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