- A semeadura da safra de trigo 2026 já atingiu 41,1% da área nacional até 1º de junho, com alguns estados, como São Paulo e Mato Grosso do Sul, já concluídos.
- O Sul continua sendo a principal região produtora, respondendo por cerca de 85% do total, com Paraná e Rio Grande do Sul como destaques.
- No Paraná, 67% da área estimada já foi semeada no início de junho; no Rio Grande do Sul, a implantação ocorre gradualmente, com 9% da área prevista até o fim de maio.
- Além do Sul, o trigo avança no Cerrado, especialmente em Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com cultivo irrigado apresentando alta produtividade.
- A média nacional de produção fica em torno de três toneladas por hectare, podendo superar cinco em propriedades tecnificadas e mais de sete em áreas irrigadas do Cerrado; a qualidade também vem evoluindo com novas cultivares e manejo.
O plantio de trigo da safra 2026 no Brasil começa a ganhar forma, com condições climáticas favoráveis e boa disponibilidade de umidade no solo. Produtores avançam rapidamente com a semeadura nas principais regiões, alimentando expectativas de produtividade e qualidade. O Cepea destaca germinação uniforme e estabelecimento inicial das lavouras.
Dados da Conab mostram que, até 1º de junho, 41,1% da área nacional já havia sido semeada. Em estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul, o plantio já está concluído, sinalizando ritmo acelerado para a temporada.
Sul lidera produção
O Sul continua como principal região produtora, respondendo por cerca de 85% do total. Paraná e Rio Grande do Sul seguem como grandes protagonistas, com avance significativo das áreas cultivadas até o início de junho.
No Paraná, maior produtor, 67% da área estimada já havia sido semeada, conforme a Seab/Deral. No Rio Grande do Sul, a semeadura avança conforme a umidade do solo, com 9% da área implantada até o fim de maio, segundo a Emater/RS e a Conab.
Além dessas regiões, o trigo ganha importância no Cerrado, com Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Em áreas irrigadas, há elevados índices de produtividade e boa qualidade industrial.
Novas cultivares
A triticultura brasileira passou por transformação tecnológica, com cultivares modernas, manejo adequado e expansão da agricultura de precisão. Essas evoluções ajudam a alcançar produtividade média nacional em torno de 3 t/ha, com propriedades tecnificadas acima de 5 t/ha.
Rendimentos em áreas irrigadas do Cerrado costumam superar 7 t/ha, equiparando-se a grandes regiões produtoras internacionais. As perspectivas para 2026 dependem da continuidade de condições climáticas estáveis.
Qualidade
A qualidade do trigo tem apresentado evolução, com melhoramento genético visando atender diferentes segmentos industriais. Paraná mantém trigos de força média a alta, enquanto o Cerrado produz grãos com boa qualidade industrial e alto peso específico.
Entretanto, a qualidade também depende da colheita; chuvas excessivas no final do ciclo podem afetar peso específico, queda de grãos e teor de glúten, exigindo manejo cuidadoso.
Autossuficiência
Apesar de ainda haver importação de trigo, especialmente da Argentina, o crescimento da produção nacional reduz a dependência externa. A expansão para novas fronteiras, aliada a maior produtividade e qualidade, reforça o potencial brasileiro no mercado externo.
O plantio segue sob condições favoráveis, com perspectivas positivas para o desenvolvimento das lavouras e para a safra 2026, mantendo o otimismo de produtores e da cadeia tritícola nacional.
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