- Um estudo publicado no The Lancet avaliou quatro anos de uso da vacina RTS,S/AS01 contra malária em três países africanos, entre 2019 e 2023, com 158 agrupamentos aleatoriamente designados.
- A aplicação envolve quatro doses em crianças a partir dos five meses de idade; ao longo do estudo, 1.289.504 receberam a primeira dose, 1.158.850 a segunda, 1.068.039 a terceira e 436.527 a quarta.
- Ao final de quarenta e seis meses, foram registrados 5.576 óbitos em áreas de implementação da vacina versus 6.152 em áreas de comparação (excluídas mortes por lesão).
- Os autores afirmam que ampliar a vacinação pode reduzir a mortalidade infantil, mas destacam a necessidade de mais financiamento para compra de doses.
- A malária continua sendo uma das principais causas de morte na África, com cerca de 438 mil mortes de crianças em 2024, reforçando a importância de estratégias combinadas de prevenção, diagnóstico e tratamento.
Um estudo publicado em The Lancet aponta que a vacina RTS,S/AS01 contra a malária contribuiu para reduzir a mortalidade infantil em países africanos entre 2019 e 2023. A avaliação é associada à OMS e utiliza dados do Programa de Implementação da Vacina contra a Malária.
A pesquisa analisou quatro anos de aplicação em três países africanos. Ao todo, 1,29 milhão de crianças receberam a primeira dose, com quedas de óbitos entre áreas onde houve vacinação em relação a áreas de comparação.
A administração ocorreu em três países africanos, com esquema de quatro doses a partir dos cinco meses de idade. Em 46 meses de acompanhamento, foram observadas 5.576 mortes nas áreas de implementação versus 6.152 nas áreas de comparação, desconsiderando mortes por lesão.
A OMS destacou que o estudo demonstra o potencial da vacinação para mudar a trajetória da mortalidade infantil na região. A organização cita necessidade de financiamento contínuo para ampliar a disponibilidade de vacinas.
Mesmo com avanços, a malária continua responsável por um número expressivo de mortes na África. Pesquisadores apontam que a combinação de vacinação, prevenção, diagnóstico e tratamento é crucial para reduzir o impacto da doença.
As informações são provenientes de dados do programa OMS de implementação de vacinas contra malária e das análises apresentadas pela equipe responsável pelo estudo publicado no periódico científico.
Entre na conversa da comunidade