- A Cidade do México está afundando, com subsidência de até 24 centímetros por ano, segundo imagens da NASA.
- Em algumas áreas, o solo cede cerca de 2 centímetros por mês, totalizando cerca de 12 metros ao longo de um século.
- O fenômeno não é causado por terremotos, mas pela exploração de aquíferos subterrâneos que abastecem a cidade.
- A capital foi construída sobre o antigo Lago Texcoco e, hoje, a região metropolitana com cerca de 22 milhões de habitantes depende fortemente da água armazenada no subsolo.
- A retirada de água provoca a compactação das camadas de argila, levando ao afundamento gradual da superfície.
A sede da Copa do Mundo ganha menos destaque neste relato, mas a situação envolvendo a Cidade do México chama atenção mundial. Imagens da NASA mostram subsidência do solo na capital, com queda visível em áreas urbanas. O monitoramento aponta quedas rápidas.
Segundo dados recentes, algumas regiões perdem cerca de 2 centímetros por mês, ou ~24 cm por ano. Em médias históricas, o solo já recuou mais de 12 metros ao longo de um século. O fenômeno não é causado por terremotos, mas pelo uso intenso de água subterrânea.
A cidade foi construída sobre o antigo Lago Texcoco, cuja drenagem possibilitou a expansão urbana. Hoje, cerca de 22 milhões de pessoas dependem de água armazenada no subsolo, cuja retirada constante compacta camadas de argila que sustentam a metrópole.
Origens do subsidência
A compactação ocorre quando a água é retirada do subsolo, reduzindo o volume dos sedimentos. Em áreas com alta demanda por água, esse processo torna-se irreversível com o tempo. A situação é observada via imagens de satélite.
Dados, monitoramento e preocupações
Especialistas ressaltam que a cidade continua vulnerável à pressão hídrica. As autoridades estudam estratégias para reduzir a extração e melhorar a recarga de aquíferos, visando contenção do rebaixamento do solo.
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