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O que a ciência diz sobre engravidar novamente após o luto

Especialistas explicam exames, tempo de espera e cuidado emocional na gestação após perda, destacando avaliação individualizada e vigilância contínua

Em post, Tati Machado desabafou sobre sua perda gestacional — Foto: Reprodução/Instagram
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  • A apresentadora Tati Machado anunciou nova gestação, após perder o filho Rael na 33ª semana de gestação em maio de 2025; o histórico inclui aborto espontâneo em 2019.
  • Especialistas dizem que, antes de tentar novamente, é feito um levantamento completo do histórico médico da paciente e do marido, além de exames para trombofilia, infecções, distúrbios hormonais e alterações da tireoide.
  • Em casos de perdas recorrentes, é comum investigar síndrome antifosfolípide, endócrinos, infecções e avaliar a anatomia do útero; pode incluir estudo genético do feto e cariótipo do casal.
  • O tempo para tentar novamente não é único: envolve o bem-estar emocional, com acompanhamento psicológico, e pode variar de seis a doze meses; para cesárea, o intervalo entre nascimentos costuma ser de cerca de dezoito meses.
  • O cuidado pré-natal costuma ser mais rigoroso, com consultas mais frequentes, ultrassons e monitoramento, especialmente a partir da idade gestacional em que ocorreu a perda, para evitar que o medo se torne sofrimento.

A apresentadora Tati Machado revelou que está grávida novamente após sofrer uma perda gestacional em 2025, aos 33 semanas. O anúncio foi feito por meio de vídeo nas redes sociais, com o marido Bruno Monteiro ao lado dela. A gestação anterior terminou com a parada cardíaca do feto, ainda sem explicação confirmada.

Especialistas apontam que cada caso envolve aspectos físicos e emocionais. A gestora de saúde da Clínica Mantelli, Monique Novacek, e o obstetra Leonardo Coelho, da Maternidade Brasília, destacam a importância de uma avaliação detalhada antes de tentar novamente. O objetivo é reduzir riscos e ampliar o acompanhamento.

A investigação que vem antes de uma nova tentativa

Ao se planejar uma nova gravidez, o ponto de partida é o histórico da paciente e do parceiro. Exames para trombofilia, doenças autoimunes, alterações tireoidinas e infecções gravitam na avaliação inicial. A anatomia do útero também é investigada.

Em casos de perdas recorrentes, a forma de investigação se torna mais criteriosa. Diante de duas perdas, inclusive um óbito fetal tardio, sociedades médicas recomendam checagens para sindromes, distúrbios de coagulação e avaliação anatômica, com debate sobre estudo genético do feto.

Quanto tempo esperar: corpo e emoção caminham juntos

Não há tempo único para tentar novamente. O aspecto emocional é fator essencial, dizem os especialistas. Intervalos entre 6 e 12 meses aparecem como referência com base em evidências recentes, mantendo o cuidado com a recuperação emocional.

Do ponto de vista físico, o tempo sugerido varia conforme o tipo de parto anterior. Um intervalo de 18 meses é indicado após cesárea; caso haja parto normal induzido, o intervalo pode ser menor, sempre respeitando o bem-estar emocional.

O medo na gestação seguinte: quando vigiar vira sofrimento

O medo é comum e tende a intensificar conforme a gestação avança. O acompanhamento pode exigir consultas mais frequentes, ultrassonografias adicionais e orientação sobre movimentos fetais a partir de 28 semanas. A vigilância pode incluir cardiotocografia e doppler.

A vigilância precisa ser balanceada. Em casos de tensão constante, o suporte psicológico é indicado, com possíveis terapias complementares como acupuntura e atividades físicas. A decisão sobre o parto é individualizada.

Contexto do anúncio de Tati Machado

O relato de Tati ressalta que a medicina não sempre entrega respostas definitivas. Em muitos casos, a causa do óbito fetal permanece indefinida mesmo após investigação completa. A percepção de movimentos do feto continua sendo um sinal importante para orientar o cuidado.

Profissionais destacam que o cuidado vai além dos exames: envolve acolhimento, escuta e apoio contínuo ao casal. Em meio ao medo, a decisão de tentar de novo depende de concordância entre os parceiros e do estado emocional.

Este tema envolve saúde física e emocional. Em caso de sofrimento intenso, recomenda-se buscar apoio profissional de saúde mental como parte do acompanhamento pré-natal.

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