- Estudo da ABES-SP, com base no JMP de 2025 da UNICEF e da OMS, aponta que o Brasil seria eliminado na segunda fase da Copa do Saneamento; a final seria entre Japão e Inglaterra, com o Japão campeão.
- Critérios consideraram abastecimento de água e qualidade do saneamento; o Brasil teve média de setenta e dois por cento, avançando ao lado da Escócia (noventa e nove por cento) e eliminando Haiti (cinquenta e um por cento) e Marrocos (quarenta e quatro por cento).
- Na segunda fase, o Japão — referência mundial em saneamento — eliminou o Brasil, que tinha o pior índice entre as 32 nações classificadas.
- A final hipotética entre Japão e Inglaterra empateira em noventa e nove por cento, mas o desempate pelo tamanho da população favoreceu o Japão.
- Especialista da ABES-SP ressalta que populações maiores tornam universalizar o saneamento mais desafiador e destaca o peso do desempenho japonês em infraestrutura, gestão e tecnologia.
Numa competição mundial simulada sobre saneamento, países são avaliados pela qualidade de abastecimento de água e tratamento de esgoto. A ABES-SP, seção de São Paulo, comparou 48 nações presentes na Copa do Mundo. O estudo usa dados do JMP de 2025, da UNICEF e da OMS.
Com critérios de água e saneamento, o Brasil avançou na fase de grupos, ainda que o país não tenha universalizado os serviços. O índice médio foi de 72%, suficiente para seguir ao lado de Escócia, eliminando Haiti e Marrocos.
Na segunda fase, o Brasil enfrentou o Japão, referência mundial em saneamento. O Japão venceu, enquanto o Brasil ficou com o pior índice entre as 32 seleções que seguiram no torneio.
Resultados da Copa do Saneamento 2026
Entre Japão e Inglaterra, a mesma pontuação de 99% gerou empate técnico, mas o desempate considerou a população. Assim, o Japão ficou com o título.
Segundo a ABES-SP, a escala populacional pesa nos desafios de universalizar serviços. O Japão é destacado pela combinação de urbanização, infraestrutura estável e gestão eficiente.
Mesmo equipes latino-americanas como Argentina, México e Panamá chegaram à segunda fase, mas não avançaram além. O Uruguai ficou atrás na fase de grupos, apesar de alta performance sanitária.
Álvaro Diogo Teixeira, da ABES-SP, afirma que a Copa do Saneamento transforma indicadores técnicos em narrativa acessível. A competição evidencia a importância do acesso à água e ao saneamento como questão de vida.
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