- A anta batizada de Neymar, resgatada em Tapiraí, interior de São Paulo, morreu na quarta-feira, 10 de junho, por ferimentos relacionados à caça ilegal.
- O animal apresentava furos de projétil e sinais de intoxicação por chumbo.
- Tapiraí fica a cerca de 135 quilômetros da capital, com quase oitenta por cento de Mata Atlântica preservada, e tem sido alvo de caça ilegal.
- A anta foi resgatada no início da semana, em Ribeirão das Antas, por uma parceria entre a prefeitura, o CRAS Núcleo da Floresta e a ONG Ecos da Floresta.
- A nomeação de Neymar, feita pela presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, visava dar visibilidade à causa e à luta contra a caça de animais silvestres.
A anta batizada de Neymar faleceu na quarta-feira (10/6) por ferimentos decorrentes de caça ilegal. O animal apresentava ferimentos causados por projétil e sinais de intoxicação por chumbo, segundo a presidente do Comdema.
Neymar foi resgatada no início da semana, no bairro Ribeirão das Antas, em Tapiraí (SP). A operação contou com a participação da Prefeitura, do CRAS Núcleo da Floresta e da ONG Ecos da Floresta.
Tapiraí fica a cerca de 135 km de São Paulo e tem 8.122 habitantes, segundo o IBGE. O município abriga grande parte da Mata Atlântica, o que o torna ambiente propício à caça ilegal de fauna silvestre, segundo ativistas.
A resgate ocorreu antes da morte da anta, que recebeu o nome em alusão ao craque da seleção brasileira, por repercussão da Copa do Mundo. A escolha visava ampliar a visibilidade da causa ambiental.
Segundo Patricia Faria, presidente do Comdema, o município enfrenta desafio contínuo com a caça irregular. Ela destacou que a violência contra animais silvestres gera preocupação entre ambientalistas.
A ocorrência reforça alertas de organizações locais sobre a necessidade de fiscalização e proteção da fauna. O caso segue sob investigação para identificação de responsáveis pela caça ilegal.
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