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Grandes eventos podem acionar enxaqueca, alertam especialistas

Gatilhos de grandes eventos elevam crises de enxaqueca: sono irregular, álcool, barulho e telas aumentam sensibilidade, com manejo 360° como saída

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  • Grandes eventos esportivos, como a maior competição de futebol, podem acionar enxaqueca por ansiedade, tensão durante as partidas e queda de euforia após o apito final.
  • Mudanças na rotina, sono irregular, consumo de bebidas alcoólicas e alimentos estimulantes ajudam a desencadear crises.
  • Barulho alto, exposição prolongada a telas e luzes piscantes aumentam a sensibilidade em quem já tem cérebro hiperexcitado.
  • Pular refeições e desidratação são fatores que favorecem crises; os gatilhos variam entre as pessoas e pode ocorrer dor de cabeça de fim de estresse após a tensão.
  • O manejo envolve abordagem multidisciplinar e Tratamento 360º, com opções como toxina botulínica e anti-CGRP para controlar a doença.

As grandes competições esportivas devem ser observadas com atenção por quem convive com enxaqueca. Profissionais ressaltam que ansiedade, mudanças na rotina, barulho e alimentação irregular podem atuar como gatilhos, mesmo quando a pessoa já está sob tratamento. Diagnóstico adequado é a base para controlar os sintomas e reduzir crises.

Às vésperas de grandes eventos, fatores emocionais, ambientais e comportamentais se somam. O estresse antes das partidas, a tensão durante o jogo e a queda da excitação após o apito final podem desencadear crises em quem não está com a doença sob controle. Alterações de sono também aparecem entre os gatilhos.

Gatilhos comuns durante grandes competições

A rotina atrapalhada, sono prejudicado, bebidas alcoólicas em celebrações e consumo de alimentos ultraprocessados elevam o risco de crises. O barulho das torcidas, o tempo diante de telas e a iluminação intensa em telões agravam a sensibilidade de quem tem hiperexcitabilidade cerebral.

Pular refeições ou manter horários irregulares favorece o desencadeamento. A desidratação, associada à ingestão insuficiente de água ou ao consumo de álcool, também contribui para as crises em muitos pacientes.

Abordagem e tratamento

A neurologista Thais Villa destaca que os gatilhos variam entre indivíduos; o que afeta uma pessoa pode não provocar reação em outra. A enxaqueca exige uma abordagem multidisciplinar, com tratamento integrado e mudanças de estilo de vida.

O que há de mais moderno no manejo inclui o Tratamento 360º, com toxina botulínica aplicada aos nervos envolvidos para reduzir a excitabilidade cerebral. Anti-CGRP, medicamentos injetáveis, também mostram eficácia no controle da doença. A doença não tem cura, mas pode ser mantida sob controle com estratégia adequada.

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