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O Reino Unido tem lacuna na coleta de avistamentos de OVNIs?

No Reino Unido, ausência de mecanismo central para relatar UAPs cria lacuna de segurança e atrapalha investigações formais

Retired pilot Chris Crowther recalls seeing something he could not explain while flying over Norfolk
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  • Piloto aposentado Chris Crowther, com 22 mil horas de voo, relatou em 1978 um avistamento próximo a Norwich, descrito como vários objetos escuros que passaram rápido ao lado de sua aeronave.
  • O interesse por UFOs, hoje chamados de fenômenos anômalos não identificados (UAPs), cresceu, especialmente nos Estados Unidos, com documentos desclassificados e depoimentos de pilotos e autoridades.
  • No Reino Unido, não há um sistema centralizado para registrar ou investigar avistamentos desde o fechamento do gabinete de UFOs do Ministério da Defesa em 2009.
  • David Jon, ex-oficial da National Crime Agency, defende que o Reino Unido crie um órgão nacional independente para investigar UAPs e reportar ao Parlamento; sua agência tem 32 casos, com cerca de 20% sem explicação.
  • O MoD mantiene posição cautelosa de que nenhum avistamento mostrou ameaça militar; a Cesa de Aviação Civil afirma não haver monitoramento ativo para esse tema, enquanto casos como o Rendlesham Forest são citados como exemplos históricos bem documentados.

O Reino Unido não possui hoje um sistema central para registrar ou investigar avistamentos de UFOs, também chamados de UAPs. A ausência de um canal oficial gera preocupações sobre lacunas de segurança nacional e de compreensão científica do fenômeno.

Na prática, relatos continuam surgindo. Um caso antigo envolve o piloto aposentado Chris Crowther, que em 1978, ao se aproximar de Norwich, viu o que descreveu como várias esferas escuras passando rapidamente perto da aeronave, sem que houvesse registro formal na época.

Crowther, com 42 anos de experiência e 22 mil horas de voo, explicou que o evento ocorreu sobre The Wash, a 7.500 pés, quando o serviço de radar informou tráfego não identificado e de alta velocidade. A experiência permanece sem explicação.

O debate ganhou fôlego nos EUA, onde documentos desclassificados e depoimentos oficiais elevaram o tema a pauta pública. Em contraste, o MoD britânico encerrou em 2009 a sua linha de atendimento exclusiva a UFOs, por cortes de orçamento.

Especialistas britânicos pressionam por abertura e por um órgão independente para investigar UAPs, com relatórios ao Parlamento. O ex-agente da National Crime Agency David Jon coordena a SEPI Agency, que coleta casos e defende maior cooperação internacional.

Segundo Jon, cerca de 20% dos casos investigados pela SEPI permanecem sem explicação, embora muitas ocorrências tenham explicações convencionais. A organização já registra 32 casos globais em seus arquivos.

A falta de um canal formal no Reino Unido contrasta com exemplos de outros países, onde unidades dedicadas analisam encontros com objetos não identificados. Há também relatos de incidentes envolvendo bases militares e drones — áreas de interesse para a defesa.

Ao falar sobre a Rendlesham Forest, evento de 1980, autoridades e estudiosos destacam que testemunhos de militares e civis apontaram fenômenos não totalmente explicados, mantendo o assunto vivo no imaginário público.

O MoD permanece cauteloso, assegurando que não há evidências de ameaça direta relacionada a inteligência extraterrestre ou UAPs. A CAA, por sua vez, afirma que muitos relatos são de drones ou mal-entendidos, sem monitoramento ativo no país.

Enquanto o debate internacional avança, pilotos e investigadores britânicos reforçam a necessidade de canais de relato acessíveis e confiáveis. A opinião mundo afora é de que mais dados são essenciais para entender o que acontece nos céus.

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