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Banqueiro Tony Parkes replantou uma floresta tropical

Ex-banqueiro dedicou-se a restituir o Big Scrub, unindo proprietários, ciência e voluntariado para que a recuperação vire identidade da região

Tony Parkes. Photo courtesy of Big Scrub Landcare
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  • Tony Parkes deixou a carreira de banco de investimento e dedicou três décadas à restauração do Big Scrub, a antiga floresta subtropicala do norte de New South Wales.
  • Mudou-se para Northern Rivers e, com a esposa Rowena, plantou dezenas de milhares de árvores em terras privadas, transformando restauração particular em causa pública.

•Como cofundador e presidente de longa data da Big Scrub Rainforest Conservancy, uniu proprietários, cientistas, regeneradores, doadores e voluntários em um modelo disciplinado de recuperação de floresta.

  • Seu trabalho ajudou a proteger remanescentes, plantar milhões de árvores, fortalecer a ciência de restauração e integrar a recuperação do Big Scrub à vida cívica da região.
  • Parkes recebeu prêmios como o Order of Australia e reconhecimentos de Landcare, além de contribuir para que a floresta restaurada sobreviva e se torne resistente a mudanças climáticas e pragas.

Tony Parkes, ex-banqueiro, dedicou três décadas à recuperação da Big Scrub, a antiga floresta subtropicala do norte de New South Wales. A mudança ocorreu após ele se transferir para a Northern Rivers com a esposa Rowena, plantando milhares de árvores em sua propriedade e transformando um projeto privado em uma causa pública.

Ao fundar o Big Scrub Landcare Group em 1993, que evoluiu para o Big Scrub Rainforest Conservancy, Parkes criou um modelo operacional para restaurar remanescentes. O grupo mobilizou proprietários, cientistas, regeneradores, doadores e voluntários em torno de metas claras.

A atuação ganhou escala: foram careados remanescentes, plantio de milhões de árvores e fortalecida a ciência de restauração. A iniciativa transformou a recuperação da Big Scrub em parte da vida cívica da região.

A história da floresta, que antes cobria cerca de 75 mil hectares, mostra como a regeneração depende de proteção legal, recursos financeiros, aquisição de terras, mudas e acompanhamento contínuo. Restos pequenos resistiam à urbanização.

Parkes combinou espírito de gestão com prática de campo, coordenando equipes, financiamentos e parcerias. A liderança permitiu acelerar ações em diferentes remanescentes e consolidar a recuperação como objetivo coletivo.

Além de liderar o Conservancy, ele co-fundou o Rainforest Rescue e o EnviTE, buscando financiamento permanente para o trabalho na Big Scrub. A atuação também incluiu defesa de proteção legal federal para a floresta subtropical de baixas altitudes.

A trajetória inclui reconhecimentos como prêmios Landcare, Banksia e a Ordem da Austrália. O enfoque sempre foi o impacto concreto: áreas degradadas que ganharam defensores, recursos e um plano de ação sustentável.

Seu próprio terreno evidenciou os resultados: dezenas de milhares de árvores plantadas, fechamento do dossel e retorno de aves como o pomba-fruta Wompoo, símbolo da funcionalidade da floresta restaurada.

Ainda na casa dos seus 90, Parkes direcionou esforços para genética, seleção de sementes e fungos micorrízicos, visando a resiliência diante de inbreeding, praga e mudanças climáticas. O objetivo era garantir a persistência da floresta restaurada.

A trajetória mostra que o trabalho comunitário, aliado a ciência, pode reconstituir ecossistemas integrais. A Big Scrub passou de fragmentos a áreas mais amplas, com um modelo sustentável de recuperação.

Banner image: Tony Parkes. Foto de Kim Honan / ABC North Coast

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