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Brasil concentra 95% dos casos de leishmaniose, alerta sobre risco

Brasil concentra 95,5% dos registros de leishmaniose visceral nas Américas; doença pode levar à morte e atinge fígado, baço e medula óssea

Brasil reúne 95% dos casos de leishmaniose, doença que pode ser fatal
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  • Brasil concentra 95,5% dos registros de leishmaniose visceral na América, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
  • A doença afeta cães e humanos e pode atingir fígado, baço e medula óssea; o cão funciona como reservatório, com transmissão pela picada da mosquito-palha.
  • O cenário climático tem levado a doença a grandes centros urbanos, elevando a vigilância independentemente da sazonalidade.
  • Sinais de alerta incluem feridas que não cicatrizam, queda de peso e apatia; o diagnóstico nem sempre é simples e a evolução pode levar ao óbito.
  • Prevenção é fundamental: uso de coleiras repelentes, higiene de quintais e jardins, evitar passeios ao amanhecer e ao anoitecer, e telas de malha fina em janelas e canis.

A leishmaniose é uma zoonose causada pela picada do mosquito-palha infectado pelo protozoário Leishmania, que atinge cães e humanos. Segundo dados da OPAS, o Brasil concentra 95,5% dos registros de leishmaniose visceral na América. A doença pode atingir fígado, baço e medula óssea, com risco de morte.

Apesar de haver cães como reservatórios, eles não transmitem a doença diretamente aos humanos. Quando mosquitos picam cães infectados, passam a disseminar a leishmaniose entre pessoas e animais. O atual cenário climático tem ampliado a circulação da doença em grandes centros urbanos.

A especialista Kathia Soares aponta que a transmissão deixa de ocorrer apenas no ambiente rural: a leishmaniose é uma realidade nas metrópoles, com presença em todo o país, exigindo vigilância constante independentemente da sazonalidade.

Os sintomas nem sempre aparecem cedo e podem incluir feridas que não cicatrizam, aumento de peso, apatia ou alterações nas unhas. O diagnóstico nem sempre é simples e o desfecho pode ser grave sem tratamento.

O panorama atual

Para reduzir o risco, especialistas destacam a importância da prevenção. Caso haja infecção, o cão permanece com o protozoário pelo resto da vida, o que torna a prevenção ainda mais crucial. O tratamento atual controla manifestações, mas não elimina o agente.

Meu conselho é investir em medidas preventivas constantes, já que o pet pode voltar a apresentar recaídas e exigir custos elevados. A prevenção é considerada uma responsabilidade com a vida animal e da família.

Prevenção e medidas

Entre as ações, estão coleiras com ação repelente e inseticida, além da limpeza de quintais e jardins. Evitar passeios nas primeiras horas da manhã e no final da tarde também reduz o risco de contato com mosquitos. Instalar telas de malha fina em janelas e canis completa o conjunto de medidas.

Proteger o animal com proteção adequada interrompe o ciclo da doença na comunidade. Adotar hábitos de higiene ambiental e vigilância ajudam a preservar a saúde pública sem depender apenas do tratamento individual.

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