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Brasileira vence pânico no mar e ganha prêmio internacional da foto subaquática

Brasileira vence prêmio internacional de fotografia subaquática, superando pânico de mar e destacando série em Galápagos

Brasileira vence pânico de mar e se torna referência em fotografia subaquática — Foto: Arquivo Pessoal
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  • Fabi Fregonesi, brasileira, venceu a categoria Vida Selvagem no 35Awards com uma série de quatro imagens feitas em Galápagos, mostrando um lobo-marinho caçando entre um cardume de Black Salemas.
  • A edição reuniu mais de quatrocentos e sessenta mil imagens inscritas, e Fregonesi ficou também em vice-campeã na categoria Preto e Branco.
  • A fotógrafa tinha pânico de peixes por conta de um trauma na adolescência e saiu do mundo corporativo há dois anos para se dedicar à fotografia subaquática.
  • A decisão de deixar a carreira ocorreu em 2023, após um episódio de saúde; desde então, recebeu prêmios em outros concursos, como A Maior Foto 2025 (Dive Magazine) e no Nature Photography Awards.
  • A rotina envolve planejamento, pós-produção e respeito à natureza, com foco em desmistificar tubarões e mostrar impactos ambientais observados durante mergulhos.

Fabi Fregonesi, brasileira, venceu a categoria Vida Selvagem no 35Awards, um dos maiores concursos internacionais de fotografia. As imagens foram feitas em Galápagos, Equador, gerando reconhecimento global. O resultado foi anunciado recentemente, destacando a série de quatro trechos fotográficos.

A série mostra um lobo-marinho caçando entre um cardume de Black Salemas. A edição reuniu mais de 460 mil fotos inscritas por fotógrafos de diversos países, reforçando a competitividade do prêmio. Fregonesi também ficou em segundo lugar na categoria Preto e Branco.

Antes da conquista, Fregonesi já falava à Marie Claire sobre a importância de respeitar a natureza e de ter paciência para conseguir a imagem desejada. O timing precisa ser preciso, pois a ação subaquática ocorre de forma rápida.

A trajetória de uma fotógrafa subaquática

Carioca, Fregonesi cresceu perto do mar, mas temeu peixes após uma experiência na adolescência. Em mergulho em Fernando de Noronha, quase entrando em pânico a 10 metros de profundidade, ela ficou calma apenas com apoio dos instrutores.

A partir daí, a prática ganhou espaço. Em 2012 surgiu a ideia de registrar o que via debaixo d’água, inicialmente como hobby, que se tornou profissão com o tempo. O interesse técnico evoluiu e passou a ser o foco principal.

Da saída da carreira corporativa ao reconhecimento

A decisão de deixar o emprego ocorreu em 2023, motivada por questões de saúde. Segundo Fregonesi, a fotografia passou a ser a prioridade, com potencial de trazer mais satisfação e realização.

Desde então, a fotógrafa coleciona prêmios, incluindo o título no A Maior Foto 2025, da Dive Magazine, e destaques no Nature Photography Awards. A transição foi planejada, com apoio de amigos e familiares, ainda que tenha enfrentado resistência inicial.

Rotina, técnica e missão

Morando em São Paulo, Fregonesi investe grande parte do tempo em planejamento e pós-produção. Ela pesquisa locais, espécies e comportamentos para embasar as imagens, além de editar com cuidado.

A fotógrafa destaca que a edição é parte essencial do processo e que não descarta imagens antigas. Em uma de suas fotos favoritas, o tubarão-limão parece sorrir diante da câmera, resultado de revisões ao longo do tempo.

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