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Hemodiálise não é o único método para o rim, dizem Dr. Kalil e especialistas

Especialistas destacam que a diálise peritoneal pode ser realizada em casa, ampliando acesso e aliviando gargalos, com Brasil lançando plano para subir uso de 5% para 20%

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  • Doutores Lúcio Requião e Caio Bastos, com Dr. Kalil, explicam as diferenças entre hemodiálise e diálise peritoneal e destacam plano de expansão dessa segunda modalidade no Brasil.
  • Hemodiálise é a mais conhecida no país: o paciente vai a uma clínica e a máquina filtra o sangue.
  • Diálise peritoneal pode ser feita em casa: o paciente se conecta pela região abdominal a uma máquina que infunde um líquido para limpar as impurezas do sangue.
  • Hoje, 95% dos pacientes utilizam hemodiálise e apenas 5% fazem diálise peritoneal, em parte por desconhecimento sobre a opção.
  • O Ministério da Saúde lançou um plano nacional para ampliar a diálise peritoneal, com meta de elevar o uso da modalidade de 5% para 20% no médio e longo prazo.

A diálise é apresentada como um dos avanços mais importantes da medicina moderna, salvando vidas e melhorando a qualidade de pacientes com falência renal. Em entrevista aos Sinais Vitais, Dr. Kalil, o nefrologista Lúcio Requião e Caio Bastos explicaram as modalidades disponíveis e o fortalecimento da diálise peritoneal no Brasil.

Durante o bate-papo, ficou claro que a hemodiálise é a forma mais difundida no Brasil, realizada em clínicas, com filtragem do sangue por meio de uma máquina. A diálise peritoneal ocorre em casa, conectando o paciente a um líquido purificador injetado na região abdominal para limpar as impurezas do sangue. Ambos os métodos costumam ser eficientes.

A maioria dos pacientes no Brasil utiliza a hemodiálise, enquanto a diálise peritoneal representa uma parcela menor do tratamento. O motivo atribuído pelos especialistas é o desconhecimento público sobre a segunda modalidade, além de desigualdades regionais no acesso aos serviços.

Países vizinhos apresentam maior uso da diálise peritoneal. O México, por exemplo, chega a 30% a 50% de adesão à modalidade. A Colômbia também tem registrado avanços com planos de expansão que têm mostrado resultados positivos.

O fluxo atual da rede de saúde para doenças renais trabalha próximo à saturação de vagas na hemodiálise. Clínicas com alta complexidade podem levar tempo para ficar prontas, o que reforça a necessidade de opções domiciliares. A diálise peritoneal facilita treinamento rápido e tratamento em casa, inclusive em viagens.

Segundo os especialistas, regiões remotas do Brasil se beneficiam especialmente da diálise peritoneal, reduzindo a necessidade de deslocamentos a centros especializados. O Ministério da Saúde lançou um plano nacional para ampliar a diálise peritoneal, com meta de elevar sua participação de 5% para 20% no médio e longo prazos.

Plano nacional de expansão

O objetivo é ampliar a oferta de diálise peritoneal para reduzir vazios de atendimento em diversas regiões do país. A iniciativa envolve treinamento de pacientes, suporte técnico e estratégias para uso mais amplo dessa modalidade, que pode complementar a rede já instalada de hemodiálise.

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