- A Rotor DC, cooperativa de Bruxelas, promove a mineração urbana resgatando materiais de demolições para reutilização em obras e lojas online.
- A loja, aberta no fim de 2016, reúne ladrilhos, luminárias e outras peças que ganham nova vida na construção circular.
- Desafios incluem desmontagem cuidadosa, armazenagem, certificação e equilíbrio entre oferta e demanda de materiais reaproveitados.
- Na União Europeia, resíduos de construção e demolição respondem por mais de um terço do lixo, e o setor consome cerca de cinquenta por cento dos materiais extraídos, com emissões de gases de efeito estufa correspondentes a parte relevante dessas etapas.
- Pesquisadores estudam uso de inteligência artificial e dados digitais para estimar estoques urbanos de materiais, com projetos-piloto em cidades como Barcelona, Nova Délhi e Helsinque, e opinam que políticas como passaportes de materiais podem facilitar a reutilização futura.
Desde 2016, a Rotor DC, cooperativa de Bruxelas, atua na recuperação de materiais de edifícios antigos para revenda. A ideia é promover a mineração urbana, resgatando desde ladrilhos até luminárias, para reduzir desperdício e ampliar a economia circular.
Em um armazém próximo, portas de madeira originais e janelas adaptadas convivem com itens resgatados de prédios de meados do século 20. A equipe classifica peças para a loja física e para a venda online, ampliando o alcance dos materiais recuperados.
O que acontece, quem está envolvido e onde
A Rotor DC atua em Bruxelas, com Micheal Ghyoot entre os pesquisadores envolvidos na área de reutilização arquitetônica. A cooperativa organizou, ao longo dos anos, um fluxo de demolição seletiva e reaproveitamento de componentes para projetos futuros.
Quando e por quê
Desde o fim de 2016, a loja funciona como vitrine da prática. O objetivo é reduzir o impacto ambiental da construção, oferecendo uma alternativa ao descarte de materiais valiosos e incentivando projetos com componentes reutilizados.
Impacto ambiental e desafios
A reutilização de materiais evita a extração de novos insumos e reduz emissões associadas à produção. Na UE, resíduos de construção representam mais de um terço do lixo, e o setor consome cerca de 50% dos materiais extraídos. A prática também enfrenta entraves logísticos e de certificação.
Desafios na prática
A desmontagem cuidadosa, o armazenamento adequado e a garantia de qualidade exigem tempo e investimento. Além disso, o fornecimento constante de itens idênticos nem sempre é assegurado, o que complica a escalabilidade.
Como a tecnologia pode ajudar
Pesquisadores estudam o uso de IA e dados urbanos para antecipar disponibilidades de materiais. Ferramentas digitais podem estimar estoques de madeira, metal e tijolo a partir de demolições, apoiando planejamento e logística de reutilização em escala.
Mudanças necessárias
Especialistas defendem políticas públicas que incentivem a reutilização, como certificados energéticos e passaportes de materiais. Essas medidas podem facilitar a rastreabilidade e o planejamento de reutilização em novos projetos.
Entre na conversa da comunidade