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Cinco alertas sobre cirurgia bariátrica ante avanço de canetas emagrecedoras

Cirurgia bariátrica permanece indicada para obesidade grave, mesmo com canetas emagrecedoras, diante queda de cirurgias e uso sem orientação médica

Apesar da popularização dos medicamentos para perda de peso, a cirurgia bariátrica continua sendo recomendada em muitos casos
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  • A cirurgia bariátrica continua indicada em muitos casos de obesidade grave, não tendo perdido função com o avanço dos medicamentos; tratamento deve ser individualizado.
  • Canetas emagrecedoras ajudam, mas não substituem a cirurgia para todos os pacientes e seus efeitos dependem do acompanhamento médico.
  • O uso sem prescrição ou automedicação é preocupação entre especialistas, com riscos à saúde e atraso no tratamento adequado.
  • Em 2024 houve queda de 18% no número de cirurgias bariátricas no país, e milhares de brasileiros aguardam atendimento pelo SUS.
  • A obesidade segue em alta no Brasil, com aumento significativo entre adultos entre 2006 e 2024, destacando a importância da cirurgia como ferramenta de tratamento de longo prazo.

A cirurgia bariátrica continua a ser uma ferramenta central no tratamento da obesidade grave, mesmo com o crescimento do uso de medicamentos para emagrecer. O debate ganhou fôlego com a popularização das chamadas canetas emagrecedoras, mas especialistas ressaltam que a cirurgia não está descartada nem substituída de forma generalizada. A SBCBM aponta para a importância de tratamentos individualizados e acompanhamento médico.

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica indicam que a cirurgia permanece indicada em muitos casos. Ainda há demanda significativa de pacientes no SUS, que enfrentam longas filas e demora no acesso ao tratamento. A entidade alerta para queda no número de procedimentos realizados e para uso indiscriminado de medicamentos sem supervisão.

A gravidade da obesidade pede cuidado e decisão terapêutica cuidadosa. Enquanto avanços farmacológicos trazem benefícios, a adoção universal dessas medicações sem acompanhamento pode comprometer resultados a longo prazo. A SBCBM reforça que a obesidade é uma doença complexa e exige tratamento individualizado.

1. Cirurgia bariátrica segue indicada em muitos cenários

Apesar do avanço dos medicamentos, a cirurgia continua recomendada para diversos pacientes. O presidente da SBCBM, Dr. Juliano Canavarros, afirma que a narrativa de que a bariátrica perderia espaço é incorreta. Cada caso demanda uma combinação de estratégias terapêuticas, quando necessário.

O tratamento individualizado é enfatizado pelo especialista, destacando que a obesidade envolve fatores biológicos e comportamentais. A entidade reforça que a cirurgia não foi substituída e pode atuar em conjunto com medicações para melhorar resultados.

2. Canetas emagrecedoras têm limitações

Os novos fármacos para emagrecimento representam avanço relevante, porém apresentam limitações de acesso e manutenção. Canavarros ressalta que os remédios funcionam enquanto a pessoa faz uso, não substituindo acompanhamento médico contínuo.

Observações da SBCBM apontam que muitos pacientes interrompem terapias tradicionais ao acreditar que a medicação resolve sozinha a obesidade. A orientação é manter acompanhamento médico para evitar quedas de peso não sustentáveis.

3. Risco da automedicação

O uso sem prescrição ou a importação de medicamentos para emagrecimento preocupa especialistas. A automedicação pode acarretar riscos à saúde e atrasar tratamentos adequados para obesidade e comorbidades.

O presidente da SBCBM ressalta a ausência de dados precisos sobre o tempo de espera por cirurgia, enquanto o avanço da doença prossegue. O alerta faz referência ao descontrole no uso de fármacos sem supervisão.

4. Queda no número de cirurgias

Dados da SBCBM indicam redução nas cirurgias bariátricas nos últimos anos. Em 2024 houve queda de 18% em relação a 2023, o que preocupa áreas médicas pelo potencial impacto na evolução de obesidade e comorbidades.

A entidade indica que milhares de brasileiros aguardam pelo procedimento no SUS, com demora no acesso a tratamento especializado. A situação levanta dúvidas sobre opções terapêuticas não cirúrgicas disponíveis na prática clínica.

5. Obesidade em ascensão no Brasil

Os números do Ministério da Saúde mostram aumento da obesidade entre adultos nas últimas décadas. A pesquisa Vigitel 2025 aponta aumento de 118% de obesos entre 2006 e 2024, registrado junto a diabetes, hipertensão e excesso de peso.

Canavarros afirma que a bariátrica permanece como o único tratamento efetivo disponível na rede pública com resultados consistentes a longo prazo. Os benefícios vão além da perda de peso, abrangendo redução de doenças associadas e custos do sistema de saúde.

Fonte: SBCBM, dados ministeriais e Vigitel 2025.

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