- Dados do satélite Sentinel-6 Michael Freilich, da NASA, apontam para uma gigantesca onda de Kelvin no Pacífico, avançando em direção à costa da América do Sul.
- A onda aquece a superfície do oceano e elevou o nível do mar em mais de quinze centímetros acima da média histórica na região do Peru, em meados de maio.
- A NASA explica que o El Niño costuma se confirmar quando várias ondas de Kelvin ocorrem ao longo de meses, concentrando águas mais quentes nas costas do Peru, Equador e Colômbia.
- As ondas de Kelvin se formam quando ventos no Pacífico equatorial enfraquecem ou mudam de direção, fazendo com que água quente se desloque para o leste.
- A expectativa é de que o pico do El Niño ocorra no final do ano, dependendo da evolução das ondas e do aquecimento oceânico.
O El Niño pode estar se aproximando do Brasil, conforme sinais observados a partir de satélites. Dados do Sentinel-6 Michael Freilich, da Nasa, em parceria com agências europeias, apontam para uma onda de água quente avançando pelo Pacífico em direção à costa da América do Sul. Esse indicativo costuma preceder o fenômeno.
Em meados de maio, a onda de Kelvin chegou próximo ao Peru e elevou o nível do mar em mais de 15 centímetros acima da média histórica. Esse aumento é considerado um dos principais indicadores de acúmulo de calor no oceano, associado ao início do El Niño.
Apesar de não confirmar oficialmente o El Niño, os pesquisadores destacam que o fenômeno costuma surgir quando várias ondas de Kelvin ocorrem ao longo de meses, concentrando águas mais quentes nas costas do Peru, do Equador e da Colômbia. A observação atual é um sinal preliminar, não definitivo.
O que são as ondas de Kelvin
Essas ondas formam-se quando ventos sobre o Pacífico equatorial enfraquecem ou mudam de direção temporariamente. A água quente, que fica acumulada na porção oeste do oceano, desloca-se para leste, elevando a superfície marítima e facilitando a detecção por satélites.
Importância científica e monitoramento
Os especialistas acompanham essas ocorrências para prever possíveis impactos climáticos, como mudanças nas chuvas e temperaturas na região. A confirmação do El Niño depende da acumulação contínua de sinais semelhantes ao longo de várias semanas ou meses. O monitoramento é feito com dados de satélite, modelos climáticos e medições oceânicas directas.
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