- Na Coreia do Sul, bonecas equipadas com inteligência artificial interagem por voz, lembram horários de medicamentos, sugerem exercícios, tocam músicas e respondem dúvidas diárias, mantendo presença constante na vida de quem vive sozinho.
- A iniciativa surge diante de uma das menores taxas de natalidade do mundo e de um envelhecimento populacional acelerado; governo e setor privado investem em soluções tecnológicas para cuidado e autonomia dos idosos.
- As bonecas são desenvolvidas por empresas locais em parceria com instituições públicas, com modelos que monitoram hábitos e enviam alertas a familiares ou equipes de assistência quando há mudanças na rotina.
- A tecnologia coleta dados sobre sono, interações e atividades diárias, alimentando equipes de assistência social para identificar necessidades emergentes e ampliar programas de apoio.
- O modelo sul-coreano desperta interesse internacional, com planos de exportar tecnologia e metodologia a países como Japão e Alemanha; estima-se expandir em quarenta por cento o número de unidades distribuídas no país até 2027, especialmente em regiões rurais; especialistas veem potencial para servir de referência a países com envelhecimento populacional, incluindo o Brasil, onde mais de trinta por cento da população deve ter sixty anos ou mais até 2050.
Na Coreia do Sul, bonecas equipadas com inteligência artificial estão redefinindo o cuidado à terceira idade. Elas interagem por voz, lembram horários de medicamentos, sugerem exercícios, reproduzem músicas e respondem a dúvidas do dia a dia, sendo presença constante para quem vive sozinho.
Desenvolvidas por empresas locais em parceria com instituições públicas, as bonecas integram programas sociais e projetos-piloto voltados a idosos sem companhia. Além da interação, modelos mais avançados monitoram hábitos e enviam alertas a familiares ou equipes de assistência.
A iniciativa surge em um contexto de envelhecimento acelerado e baixa natalidade. O governo e o setor privado investem na tecnologia para ampliar a autonomia dos idosos, especialmente em regiões com menor acesso a serviços de saúde.
Expansão e cooperação internacional
O governo sul-coreano estuda exportar a tecnologia e a metodologia de programas sociais para Japão e Alemanha. A meta é aumentar em 40% a distribuição de unidades domésticas até 2027, com foco em áreas rurais.
Especialistas veem o caso como referência para políticas públicas de envelhecimento. Países com demografia semelhante buscam soluções escaláveis para apoiar a população idosa, inclusive o Brasil, que deverá ter mais de 30% de pessoas acima de 60 anos até 2050.
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