- A influenciadora Ju Isen, de 39 anos, alerta sobre riscos de procedimentos estéticos definitivos.
- Após quatro anos de tratamentos e investimento de mais de R$ 200 mil, não foi possível remover completamente o PMMA dos lábios.
- Avaliações médicas apontaram que parte do material permanecerá nos tecidos faciais de forma permanente.
- O PMMA é uma substância plástica em microesferas permanente; diferente do ácido hialurônico, não é biodegradável e a remoção é arriscada.
- SBCP e ANVISA desaconselham o uso de PMMA para fins estéticos volumosos; Ju Isen busca conscientizar outras pessoas sobre segurança.
Ju Isen, influenciadora digital de 39 anos, revelou nesta sexta-feira os riscos de procedimentos estéticos definitivos. Em quatro anos de tratamentos, ela investiu mais de R$ 200 mil em cirurgias de reversão, mas não conseguiu remover completamente o PMMA utilizado nos lábios. Avaliações médicas recentes indicam que parte do material permanece de forma permanente, mesmo após várias intervenções.
A longa experiência de Ju Isen evidencia a dificuldade de eliminar o PMMA. A influenciadora relatou que, desde o início, acreditava ser possível encerrar o processo com o tempo, mesmo reconhecendo desde o começo a necessidade de paciência. No entanto, o resultado atual aponta para limitações da medicina estética diante de materiais permanentes.
Riscos do PMMA na estética
O PMMA, composto por microesferas plásticas, não é biodegradável e pode se infiltrar nos tecidos faciais. Diferentemente de substâncias como o ácido hialurônico, ele não é removido naturalmente pelo organismo, o que complica a remoção cirúrgica e aumenta o risco de deformidades, necrose e danos aos nervos.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a ANVISA orientam evitar o uso de PMMA para preenchimentos faciais ou corporais volumosos, recomendando-o apenas para pequenas correções médicas específicas. O caso de Ju Isen ilustra a possibilidade de rejeição crônica, inflamações tardias e granulomas de difícil tratamento.
A influenciadora disse que hoje encara a experiência de forma diferente, buscando orientar outras mulheres para evitar sofrimento semelhante. Ela afirma ter aprendido a pesquisar mais antes de qualquer procedimento e que nem todo resultado pode ser revertido, destacando a importância de escolhas informadas.
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