Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mexilhões podem acumular microplásticos e transmiti-los a humanos

Mexilhões não distinguem microalgas de microplásticos, elevando o risco de contaminação humana, aponta estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio)

Brasília (DF) 21/08/2024 - Mexilhões Foto: joycemay/Pixabay
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores da Unirio testaram mexilhões na Praia Vermelha, RJ, em três grupos com microalgas, microplástico ou uma mistura de ambos.
  • Os mexilhões filtram a água sem conseguir distinguir microplásticos de microalgas, consumindo-os de forma indiscriminada.
  • No experimento com mistura, sobraram cerca de 48% das microalgas e 52% das esferas de plástico, evidenciando falta de seletividade.
  • Microplásticos carregam contaminantes de superfície; cozinhar não reduz a contaminação nem o risco, que varia conforme a dieta e a frequência de consumo.
  • Os pesquisadores defendem políticas públicas para reduzir despejo de resíduos no mar e monitoramento constante de áreas de maricultura.

Os mussídeos estudados podem atuar como porta de entrada de microplástico no organismo humano, segundo pesquisa da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). O estudo foi publicado nesta segunda-feira (15) e envolve mexilhões coletados no litoral do Rio de Janeiro.

A pesquisa avaliou se os mexilhões, que filtram água, distinguem microalgas de microplásticos. Os animais estavam em costões rochosos na beira do mar e foram divididos em grupos para receber soluções com microalgas, microplásticos ou a mistura de ambos.

Os resultados indicam que os mexilhões não apresentam seletividade entre partículas naturais e plásticas, filtrando tudo indiscriminadamente. Na condição com mistura, restaram quase metade das microalgas e das esferas plásticas, respectivamente.

Metodologia e amostra

A coleta ocorreu na Praia Vermelha, na zona sul do Rio de Janeiro, onde foi utilizada a espécie mexilhão marrom Perna perna. Os animais foram levados a um laboratório da universidade para simular diferentes ambientes.

Os mexilhões foram expostos a três cenários de água e observados após uma hora de filtração. A pesquisadora Raquel de Almeida Ferrando Neves explicou que os moluscos não mostraram percepção entre alimento natural e plástico.

Implicações para a saúde pública

Microplásticos são fragmentos que, ao se degradarem, permanecem na água, no solo e no ar. Eles podem carregar contaminantes que se fixam na superfície de partículas, representando risco à saúde humana devido à ingestão por meio da alimentação.

Especialistas de saúde destacam que o cozimento não elimina contaminantes presentes nesses materiais. A presença de microplásticos em alimentos de origem marinha já é tema de estudo em diferentes regiões.

Desdobramentos e medidas propostas

Os pesquisadores defendem ações para reduzir poluição nas fontes e restringir a circulação de plásticos descartáveis. Recomenda-se monitoramento contínuo de áreas de maricultura para assegurar segurança alimentar e financeira da cadeia de frutos do mar.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais