- O serviço meteorológico da Austrália informou que El Niño se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar no segundo semestre de 2026, possivelmente um dos mais fortes em setenta anos.
- O fenômeno pode trazer chuvas excessivas para partes das Américas e calor e seca na Ásia, o que já está prejudicando o plantio local.
- Temperaturas de superfície do mar atingiram os limites de El Niño, com indicadores atmosféricos alinhados para o evento.
- Cientistas dizem que as mudanças climáticas podem amplificar os efeitos de El Niño neste ano, com impactos na produção agrícola australiana.
O serviço meteorológico da Austrália informou, nesta terça-feira, que o El Niño se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar no segundo semestre de 2026, tornando-se um dos mais fortes das últimas sete décadas. A previsão é baseada no aquecimento Da superfície do mar e em indicadores atmosféricos.
Cientistas destacaram que esse El Niño mais intenso tende a provocar chuvas acima da média em partes das Américas, ao passo que traz calor e seca na Ásia, já afetando o plantio e gerando preocupações com o abastecimento de alimentos na região mais populosa do mundo.
As temperaturas da região já excederam o limiar típico do El Niño, e a maioria dos modelos aponta possibilidade de pico entre os mais altos desde 1950. As informações foram divulgadas pelo Serviço de Meteorologia da Austrália.
Impactos esperados para a Austrália
O El Niño é associado a menos chuvas no inverno e na primavera, especialmente na costa leste australiana, além de dias mais quentes no sul. Isso pode afetar a produção agrícola do país, um importante exportador de trigo, açúcar e carne bovina.
O período 2023-2024 foi marcado pelo último El Niño, que resultou no que foi considerado o período mais seco já registrado na Austrália. Históricos apontam que eventos fortes, como 2015-2016, levaram a seca generalizada e queda na produção de grãos e oleaginosas.
As autoridades ressaltam que as condições climáticas vão exigir monitoramento contínuo e ajustes de planejamento agrícola e hídrico ao longo dos próximos meses.
Entre na conversa da comunidade