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Austrália emite alerta sobre El Niño potencialmente mais intenso em 70 anos

O serviço meteorológico da Austrália alerta que o El Niño pode ser o mais intenso desde 1950, com chuvas excessivas na região das Américas e seca na Ásia, impactando a produção agrícola

O gado pasta em um campo perto de Cooma, em Nova Gales do Sul
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  • O serviço meteorológico da Austrália informou que o El Niño se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar no segundo semestre de 2026, sendo um dos mais fortes em sete décadas.
  • O fenômeno pode provocar chuvas excessivas em partes das Américas e calor e seca na Ásia, já afetando o plantio e gerando preocupações com o abastecimento de alimentos na região mais populosa do mundo.
  • As temperaturas da superfície do mar na região já excederam os limites do El Niño e os indicadores atmosféricos indicam o fenômeno; cerca de metade dos modelos aponta picos entre os mais altos desde 1950.
  • Cientistas alertam que as mudanças climáticas devem intensificar os efeitos deste El Niño neste ano.
  • Na Austrália, as consequências afetam a produção agrícola, com impacto sobre trigo, açúcar e carne bovina; o último El Niño registrado no país (2023-2024) foi o mais seco já observado e o de 2015-2016 foi entre os mais intensos.

O serviço meteorológico da Austrália informou que o fenômeno El Niño se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar no segundo semestre de 2026, tornando-se um dos mais fortes já registrados nas últimas sete décadas. A previsão aponta para impactos globais, com chuvas acima do esperado em parte das Américas e calor, seca e pressões na produção agrícola na Ásia.

Segundo o instituto, as temperaturas de superfície do mar já ultrapassaram os limiares do El Niño. Entre os modelos utilizados, cerca de metade aponta picos entre os mais altos observados desde 1950. Cientistas destacam que o aquecimento global tende a intensificar os efeitos do evento.

O El Niño, caracterizado pelo aquecimento no Pacífico central e oriental, costuma reduzir chuvas no inverno e na primavera, especialmente na costa leste da Austrália, além de elevar as temperaturas diurnas no sul do país. A agência ressalta que o fenômeno impacta também a produção agrícola.

Para a Austrália, entre os maiores exportadores de trigo, açúcar e carne bovina, o El Niño pode dificultar o plantio e a oferta de alimentos. O período de seca já preocupa produtores locais e governos, com repercussões em cadeias de suprimento.

O último El Niño registrado no país ocorreu entre 2023 e 2024, provocando o período mais seco já observado nesses meses. Entre os eventos históricos, 2015 e 2016 se destacam pela severidade, com seca generalizada e queda na produção de grãos e oleaginosas.

Fonte: Reuters.

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