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Ciência mostra que há fundo real na ideia de morrer de tristeza

Estudo indica que luto prolongado eleva o risco de mortalidade na década seguinte à perda, quase dobrando as chances

Homem sentado no chão com as mãos na cabeça, aparentando estar em sofrimento.
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  • Estudo publicado na Frontiers in Public Health analisou 1.735 pessoas em situação de luto para entender impactos a longo prazo.
  • Pessoas com luto alto e prolongado tiveram mais consultas médicas e uso de psicofármacos do que grupos com luto menor.
  • O luto persistente esteve associado a um risco maior de mortalidade na década seguinte à perda.
  • Em números simples, quem ficou preso ao luto prolongado tinha quase o dobro de chances de morrer nesse período.
  • A pesquisa reforça que o sofrimento intenso pela perda pode ter consequências físicas, além das emocionais.

O luto intenso vai além do emocional e aumenta o risco de evento cardiovascular fatal, aponta estudo recente que analisa como a tristeza prolongada afeta a saúde. A pesquisa sugere que a mortalidade pode crescer na década seguinte à perda.

Ao todo, 1.735 pessoas em situação de luto foram avaliadas pela equipe de pesquisadores. O objetivo foi entender como a intensidade e a duração do sofrimento influenciam desfechos de saúde a longo prazo.

Os resultados mostram que indivíduos com luto prolongado tiveram maior necessidade de consultas médicas e uso de psicofármacos. Além disso, apresentaram risco de mortalidade quase duas vezes maior na década após a perda.

O que mudou no cotidiano dos participantes

A composição dos grupos levou em conta a gravidade do sofrimento. Observou-se também que as etapas do luto podem levar a alterações no comportamento alimentar e aos cuidados pessoais, fatores que se associam a riscos cardiovasculares.

De acordo com os autores, o vínculo entre o luto intenso e complicações de saúde não se deve apenas ao impacto emocional. A resposta de estresse crônico pode contribuir para alterações fisiológicas.

A publicação foi publicada na Frontiers in Public Health, consolidando dados que reforçam a necessidade de apoio psicológico e médico para pessoas enlutadas. A orientação é buscar acompanhamento multidisciplinar.

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