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Força Aérea encerra investigação sobre falha de foguete sul-coreano em Alcântara

Cenipa aponta desgaste de anéis de vedação do primeiro estágio como causa da falha do Hanbit-Nano; Innospace planeja novo voo em Alcântara no terceiro trimestre

Foguete é lançado de plataforma iluminada à noite, com chama intensa e fumaça visível. Área ao redor é coberta por vegetação densa e algumas estruturas próximas.
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  • O Cenipa concluiu o relatório final da investigação sobre a falha do foguete Hanbit‑Nano, determinando que o problema foram os anéis de vedação da câmara de combustão do primeiro estágio, que foram instalados duas vezes com compressão inadequada.
  • A falha não houve por fenômeno atmosférico; as imagens não mostraram evento significativo no tempo da missão, e os detritos indicam desgaste gradual dos anéis até a ruptura, causando vazamento de chama a partir de 33 segundos de voo.
  • O primeiro estágio perdeu integridade estrutural e se fragmentou, com destroços movendo‑se por inércia até o apogeu aos 44,32 segundos; o segundo estágio tramou até atingi r o solo aos 76,78 segundos.
  • O sistema de terminação de voo permaneceu funcional, mas as condições da missão não autorizavam o disparo, levando a recomendações para rever critérios de terminação antecipada em cenários com estágios ainda abastecidos em queda.
  • A Innospace apresentará medidas corretivas e mira nova tentativa de voo em Alcântara no terceiro trimestre, com foco em protocolos de montagem e substituição completa dos anéis de vedação quando houver nova instalação.

O Cenipa concluiu a investigação sobre a falha do foguete sul-coreano Hanbit-Nano, lançando em Alcântara. O relatório final, de 92 páginas, aponta falha de anéis de vedação da câmara de combustível do primeiro estágio. O incidente ocorreu durante a Operação Spaceward, em 22 de dezembro de 2025.

A missão, realizada pela FAB em parceria com a Innospace, visava o primeiro lançamento orbital no território brasileiro. Em pouco mais de 30 segundos, o veículo apresentou perda de integridade, com fragmentação do foguete em quatro partes. Destroços atingiram a mata do CLA sem causar vítimas.

O documento descreve a trajetória: destroços seguiram até o apogeu aos 44,32 segundos e retornaram ao solo em queda livre. O segundo estágio manteve telemetria estável até 76,78 segundos, momento em que houve impacto no solo, gerando uma clareira de cerca de 40 metros no entorno.

O que deu errado

A hipótese de descarga atmosférica foi descartada após análise de imagens. O foco recaiu no desgaste gradual dos anéis de vedação do domo da câmara de combustão, causado pela instalação. A primeira montagem sobrecomprimiu os anéis, reduzindo a eficácia da vedação.

A segunda montagem envolveu substituição do domo, com novo encaixe e compressão correta. Mesmo assim, o dano ocorreu por sobrecompressão inicial, que comprometeu a vedação durante o voo.

Sistema de terminação de voo

O sistema de autodestruição não foi acionado, pois as condições não atenderam aos protocolos. O Cenipa recomenda revisar critérios para terminação antecipada, especialmente com estágios ainda abastecidos em queda.

Recomendações

Para a Innospace, reforço na montagem do sistema de vedação é prioritário. A substituição completa dos anéis deve ocorrer sempre que houver nova instalação, com avaliação sistêmica subsequente. A FAB deve revisar procedimentos de lançamento em Alcântara.

Oportunidades futuras

O relatório aponta que o entendimento técnico facilita futuras tentativas. A Innospace planeja novo voo em Alcântara no terceiro trimestre, com medidas corretivas implementadas. A FAB mantém o papel de supervisão técnica e de segurança.

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