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Inovação em Mudanças Climáticas: olhe para cima

Casa elevada em aço corten, em área propensa a enchentes no Mississippi, encara ventos de furacão com estrutura robusta e design contemporâneo

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  • Tom Kundig projetou uma casa elevada em Mississippi para o casal Joel e Jill Kavanaugh, em um terreno junto ao Davis Bayou, próximo ao Gulf Islands National Seashore em Ocean Springs.
  • A edificação ficou apoiada em colunas de aço, elevando-a cerca de 23 pés (aproximadamente 7 metros) acima do nível do solo para enfrentar enchentes e mosquitos.
  • A fachada utiliza aço corten e superfícies metálicas, com janelas projetadas para suportar ventos de até 140 milhas por hora, com rajadas de até 200 milhas por hora, exigidas em zonas de furacões de alta velocidade (quando as persianas externas não protegem as janelas).
  • O interior apresenta uma escada em formato switchback com um landing que funciona como plataforma de observação e um pátio coberto amplo para aproveitar o ambiente externo.
  • A obra ilustra o movimento de arquitetos que projetam casas resistentes a eventos climáticos extremos sem parecer bunkers, destacando a ideia de residências que exigem pouca manutenção e duram gerações.

O projeto One Climate Change Innovation: Just Look Up mostra como transformar um terreno alagadiço em uma casa familiar resistente. O arquiteto Tom Kundig aceitou o desafio de atender aos desejos dos clientes Joel e Jill Kavanaugh, em Ocean Springs, Mississippi. O lote fica próximo ao Gulf Islands National Seashore, com vista para o Davis Bayou e o Golfo do México. O terreno se eleva pouco mais de cinco pés acima do nível do mar.

Para enfrentar inundações e ventos extremos, Kundig elevou a casa 23 pés do solo e a sustenta em colunas de aço robustas, evitando estruturas frágeis. O objetivo foi abraçar as condições do local, não disfarçá-las, diz o arquiteto. A casa privilegia materiais industriais que conferem presença e durabilidade.

O envolvimento da obra envolve o uso de aço corten nas paredes externas, com pintura pré-envelhecida, além de metal na cobertura e superfícies expostas. As janelas são projetadas para suportar ventos de até 140 mph, com rajadas de até 200 mph, caso a proteção externa não seja suficiente.

Ainda assim, o resultado mantém uma estética doméstica, com destaque para uma escada em curva que leva a um patamar com vista, e uma varanda protegida que convida a permanência. Tecidos de madeira aparecem no interior, contrastando com o tom avermelhado do corten.

A proposta faz parte de uma tendência entre arquitetos que redesenham moradias para enfrentar eventos climáticos extremos, sem soar como bunkers. Kundig, cofundador da Olson Kundig Architects, afirma que clientes buscam casas de baixa manutenção com potencial de durar gerações.

A ideia central é que habitações resilientes não precisam renunciar à beleza ou à funcionalidade; o projeto demonstra como estruturas bem planejadas podem resistir a impactos maiores de fogo e tempestades, mantendo conforto e elegância.

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