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Meta aposta em IA no Facebook; analistas prevêem US$ 10 bilhões em receita

Meta lança AI Mode na busca do Facebook; analistas projetam até US$ 10 bilhões ao ano se alcançar 1 bilhão de usuários e monetizar 10% das consultas

(Reprodução)
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  • Meta lançou o “AI Mode” na busca do Facebook na segunda-feira, 15, transformando a barra de pesquisa em um motor de IA que responde perguntas com base em conteúdo público de Grupos e Reels.
  • O recurso é visto como competição direta ao Google; analistas estimam que, se reter 1 bilhão de usuários e monetizar 10% das consultas diárias, pode gerar mais de US$ 10 bilhões em receita anual.
  • O modelo por trás é o Muse Spark, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs, liderado por Alexandr Wang; após recuo do código aberto, tornou-se sistema proprietário.
  • Há preocupação de que as respostas utilizem posts públicos não verificados, levantando riscos de desinformação em vez de fontes autorizadas.
  • A Meta prevê investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em IA em 2026; as ações subiram quase 5% após o anúncio, mas o papel acumula queda de cerca de 8% no ano.

A Meta lançou o AI Mode, recurso de busca dentro do Facebook, em 15 de abril. A ferramenta transforma a barra de pesquisa da rede social em um motor de IA, respondendo perguntas com base em conteúdo público de Grupos e Reels. A mudança posiciona a IA como substituta da busca tradicional no Facebook, ampliando a competição com o Google.

Se o recurso alcançar 1 bilhão de usuários ativos, ou cerca de um terço da base mensal do Facebook, e monetizar 10% das consultas diárias, a estreia pode render mais de US$ 10 bilhões por ano, segundo o analista Brian Nowak, do Morgan Stanley. As ações da Meta subiram quase 5% após o anúncio, situando-se perto de US$ 595.

No entanto, especialistas pontuam desvantagens estruturais. Diferentemente de buscadores que priorizam fontes autorizadas, o AI Mode consulta conteúdos públicos de usuários, que nem sempre são verificados. Veículos como TechCrunch e Engadget destacam o risco de desinformação na plataforma.

O modelo por trás da busca

A ferramenta opera com o Muse Spark, o modelo de IA apresentado pela Meta em abril, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs. O laboratório é chefiado por Alexandr Wang, ex-CEO da Scale AI, contratado em acordo bilionário com a Meta.

O Muse Spark marca a guinada para um sistema proprietário e de código fechado, após o fracasso da família Llama 4 e o recuo da empresa de IA de código aberto. Além da busca, o lançamento inclui recursos de edição de fotos e vídeos assistidos por IA, com opções de recorte, efeitos e ajustes de roupas.

Desafios e perspectivas

A Meta prevê elevar os gastos em IA para entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026, quase o dobro de 2025. Mesmo assim, a empresa ainda é vista como atrasada na corrida de modelos de linguagem, com concorrentes avaliados em mais de US$ 1 trilhão combinados.

O Google, com Gemini, vem ganhando impulso no varejo de IA. O Facebook soma 3 bilhões de usuários ativos mensais e grande volume de conteúdo, o que oferece dados valiosos, mas não garante conversão em monetização estável.

Nowak argumenta que o AI Mode pode funcionar como motor de crescimento, caso as respostas entreguem confiabilidade suficiente para competir com o Google. A Meta precisa converter a densidade de conteúdo em resultados úteis para usuários e anunciantes.

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