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Novas IA de decisão chegam ao agronegócio

IA generativa chega ao agronegócio brasileiro, promovendo decisões mais rápidas, mas depende de dados íntegros e integrados para funcionar

Drone em plantação: coleta e análise de dados melhora a produtividade
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  • Executivos de agtechs participaram do VEJA Fórum Agro para discutir o papel da IA na produção agrícola.
  • Novas gerações de IA, incluindo generativas e modelos de linguagem, começam a chegar ao agronegócio brasileiro.
  • Ana Mendes, da Agrosmart, diz que o setor entra na terceira fase de uso de dados, com IA ajudando na tomada de decisões.
  • José Damico, da SciCrop, destaca o grande potencial da IA, desde que o dado seja o ativo central e as informações estejam integradas entre diferentes nuvens.
  • O principal desafio é a disponibilidade, integridade e frequência dos dados para que a IA funcione de forma eficaz.

As novas gerações de inteligência artificial começam a chegar ao agronegócio brasileiro, ampliando o conjunto de ferramentas para manejo de lavouras. No VEJA Fórum Agro, executivos de agtechs discutiram impactos, oportunidades e desafios da IA na produção.

Durante o evento, representantes apontaram o papel da IA generativa e de modelos de linguagem na tomada de decisão. A necessidade de aumentar a produtividade em face da segurança alimentar e hídrica foi destacada como motor para adoção dessas tecnologias.

Ana Mendes, da Agrosmart, afirmou que o setor vivencia a terceira fase da data science. Primeiro, sensores e IoT coletaram dados; depois, plataformas analíticas passaram a interpretar informações; agora, soluções de IA conectam dados para apoiar decisões.

José Damico, CEO da SciCrop, ressaltou o potencial da IA para revolucionar o agronegócio, desde que o dado seja tratado como ativo. Ele observou que muitas grandes empresas ainda não integram informações de diferentes fontes, o que limita as análises.

Damico citou um entrave central: os dados estão dispersos em várias nuvens de fornecedores e não se comunicam. Sem integração, nem disponibilidade, a IA não consegue operar de forma eficiente, pese a existência de dados. A qualidade e frequência são cruciais.

No debate, ficou claro que o gargalo não é apenas tecnológico, mas também organizacional. Gerenciar dados de produtos de forma unificada, acessível e inteiramente confiável aparece como condição para avanços mais rápidos na gestão de safras.

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