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Por que incêndio em carro elétrico pode representar maior risco

Incêndios de carros elétricos são menos frequentes, mas mais complexos: a fuga térmica na bateria exige resfriamento intenso para evitar reignição

BYD Dolphin pega fogo no RS e é primeiro carro elétrico a sofrer incêndio no Brasil
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  • Incêndios em carros elétricos costumam gerar imagens mais impactantes, mas são menos frequentes que nos veículos a combustão.
  • A percepção de maior risco vem do visual da queima e da possibilidade de a chama subir rapidamente, com gases e eventuais explosões, o que exige horas de combate.
  • Os especialistas apontam três caminhos para a fuga térmica: dano físico na bateria, carregamento inadequado e falhas internas.
  • O combate a esse tipo de incêndio costuma demandar grandes volumes de água para resfriar a bateria por dentro e evitar reignição, com monitoramento contínuo após o fogo ser controlado.
  • Em termos de números, incêndios em veículos elétricos são menos recorrentes — cerca de vinte e cinco por cento de mil veículos elétricos, contra aproximadamente mil e quinhentos por cada cem mil em modelos a combustão — e a tendência é de melhoria com o avanço da tecnologia e de normas.

Casos de incêndio em carros elétricos viralizam nas redes por imagens de fogo intenso, fumaça e longos trabalhos dos bombeiros. Mesmo sendo menos frequentes que em veículos a combustão, esses incidentes costumam gerar forte percepção de risco.

Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a repercussão vem mais do aspecto visual e da gravidade das ocorrências do que da frequência de casos. Há consenso de que as baterias de alta energia elevam a complexidade do combate.

O estudo consultado reúne engenheiros e peritos em eletromobilidade. Eles destacam que o tema não é apenas técnico, envolve uso adequado, danos externos e falhas de fabricação. A análise se concentra na forma como incêndios ocorrem.

Três caminhos para o incêndio

Dano físico pode perfurar a bateria e provocar curtos internos, mesmo impactos aparentemente simples. Danos ao assoalho também podem desencadear falhas que não são visíveis externamente.

Carregamento inadequado e acessórios não homologados causam aquecimento excessivo. Instalações elétricas mal feitas e equipamentos incompatíveis aparecem entre as causas já identificadas.

Falhas internas, raras hoje, surgem por defeitos de fabricação ou degradação das células, levando a microcurtos que evoluem para aquecimento e incêndio.

Desafios do combate

A bateria fica protegida e difícil de acessar, o que atrasa o resfriamento. Mesmo após o fogo parecer controlado, o calor pode retornar e exigir resfriamento interno extensivo.

Especialistas estimam o uso de grandes volumes de água, com milhares de litros, para reduzir a temperatura interna da bateria e impedir reignição. Monitoramento contínuo é necessário após o controle das chamas.

Sinais de alerta e uso adequado

Veículos com baterias gerenciam temperatura e tensão via sistema dedicado. O motorista pode perceber perda de desempenho, quedas de potência ou alertas no painel antes do problema grave.

Em geral, o sistema atua para evitar agravamento, reduzindo potência ou bloqueando o carregamento quando detecta anomalias. A recomendação é manter o uso dentro das especificações do fabricante.

Risco relativo e evolução tecnológica

Dados indicam que incêndios em elétricos são bem menos frequentes que em veículos a combustão, com divergências de metodologia dificultando comparações globais. A tendência aponta para redução dos incidentes com melhorias técnicas.

Especialistas destacam que a percepção de risco é influenciada pela gravidade visual e pela complexidade de apagar o fogo. O objetivo é aumentar o conhecimento para uso correto e normatização.

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