- Mona Khalil, de sessenta e seis anos, morreu em quinze de junho por ferimentos de um ataque aéreo israelense que atingiu sua casa na praia de Mansouri; a assistente ficou gravemente ferida.
- Mansouri, sul de Tyrus, é uma das principais áreas de nidificação de tartarugas-verdes e de couro, que aparecem ao anoitecer.
- Khalil começou o trabalho de conservação em mil novecentos noventa e nove, após ver uma tartaruga desovar, e, em dois mil, retornou à região depois da retirada de Israel, reformando a casa da família e fortalecendo os ninhos com Habiba Fayed.
- Ela colocava telas de metal sobre os ninhos para evitar predadores, movia ovos para áreas mais altas em enchentes, medições de ninhos e registro de dados, e envolvia visitantes na monitoria.
- O trabalho dela enfrentou conflitos com quem via a costa como descartável; voluntários substituíram-na nos últimos anos, consolidando Mansouri como zona de proteção comunitária, mesmo diante de guerras e destruição.
Mona Khalil morreu no dia 19 de junho, aos 76 anos, em decorrência de ferimentos causados por um bombardeio israelense que atingiu sua casa na praia de Mansouri, ao sul de Tyre, próximo à fronteira com Israel. A casa, conhecida como Orange House, servia de base para a proteção de tartarugas marinhas há mais de 25 anos.
A vítima era uma defensora de longa data das tartarugas marinhas no litoral sul do Líbano. Seu trabalho envolvia monitorar ninhos, proteger com telas metálicas, elevar ninhos em áreas de inundação e registrar dados para grupos de conservação, em parceria com cientistas.
O ataque ocorreu em um contexto de conflito na região, com a cidade de Mansouri sofrendo impactos de combates, bombas e evacuações. A morte de Khalil reforça os danos humanos associados ao conflito e à preservação ambiental em áreas costeiras.
Quem foi Mona Khalil
Khalil nasceu em Lagos, com raízes líbanesas, e mudou-se para o Líbano após a guerra civil. Passou parte da vida na Holanda, atuando como restauradora de porcel e retornou à costa sul para dedicar-se à proteção das enseadas e aos ninhos de tartarugas.
A metodologia de conservação
Ela utilizava grades metálicas para afastar predadores, movia ninhos para locais mais seguros e registrava métricas como distância da água e contagem de ovos. O trabalho incluía educação de visitantes que participavam de mutirões de limpeza e monitoramento.
Entre na conversa da comunidade