- Bangladesh registra em média cerca de trezentas mortes por raios por ano, com o maior número nas regiões nordeste; de janeiro até a metade de junho deste ano, pelo menos duzentas e dezoito pessoas morreram.
- O lavrador Sudhin Chandra Das precisa trabalhar no campo aberto durante a colheita de arroz, a despeito do risco de raios, já que a casa tem pouca proteção.
- Medidas do governo, como para-raios, plantio de palmeiras e previsões meteorológicas precoces, não têm evitado fatalidades; em Sunamganj, nenhum para-raios instalado mostrou eficácia até o momento.
- Dados do Departamento de Gestão de Desastres indicam mortes por raios variando anualmente, com picos próximos de quatrocentos e setecentos em diferentes anos; entre dois mil e quinze e dois mil e vinte e quatro foram registradas centenas de mortes cada ano.
- A proposta de solução inclui abrigos para agricultores com padrões internacionais, ampliação do plantio de palmeiras sob a Missão Verde Nacional, instalação de mais abrigos e conscientização da população sobre como reagir a nuvens de tempestade.
Bangladesh enfrenta mortalidade persistente por raios, apesar de décadas de ações governamentais. Em Sylhet, região nordeste, agricultores trabalham em campos abertos durante a colheita do arroz, sob risco constante de descargas elétricas.
Sudhin Chandra Das, morador de Shalla, Sunamganj, descreve o medo de ser atingido a qualquer momento ao colher no campo sem abrigo. A área é uma das mais propensas a raios no sul da Ásia, com dezenas de mortes por km² por ano.
Estatísticas da temporada indicam que, entre 2015 e 2024, mais de 3,4 mil pessoas foram mortas por raios, segundo a Bangladesh Sangbad Sangstha, com maior incidência nas áreas nordeste do país. O problema persiste mesmo com ações preventivas.
Dados e impactos
O governo anunciou medidas como instalação de pararrayos, plantio de palmeiras e previsão meteorológica avançada. No entanto, muitos equipamentos não funcionam e a eficácia é questionada: em Sunamganj, nenhum dos 18 pararrayos instalados demonstrou funcionamento.
Especialistas apontam falhas na preparação das autoridades e na conscientização da população rural. Pesquisas associam mortes a atividades agrícolas intensivas e à exposição constante a raios durante horários críticos de trabalho.
Medidas em andamento
Entre 2021 e 2022, o governo instalou cerca de 300 pararrayos em distritos vulneráveis e planejou, em 2024, mais 6.793 unidades, sem implementação efetiva até o momento. Técnicos ressaltam a necessidade de abrigos próximos aos campos.
O Ministério da Gestão de Desastres e Assistência reforça planos para abrigos para agricultores, com estruturas multifuncionais que também sirvam para armazenamento de arroz e abrigo temporário, especialmente no nordeste.
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