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GO, RJ e DF adotam canetas emagrecedoras; ministério reavalia SUS

Ministério da Saúde acompanha nova análise da Conitec sobre Wegovy no SUS, com desconto de 59% e estudo de 250 pacientes para avaliação

Ministério da Saúde vai acompanhar estudo com 250 pacientes para avaliar incorporação de semaglutida no SUS
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  • O Ministério da Saúde, estados e municípios estudam ampliar o uso de canetas emagrecedoras no SUS, com a Conitec avaliando o pedido da Novo Nordisk para levar Wegovy à rede pública, com prazo inicial de até cento e oitenta dias, prorrogáveis por noventa, seguido de consulta pública.
  • A Novo Nordisk promete elevar o desconto para sessenta por cento sobre o preço de tabela, para atender cerca de 38.598 pacientes, com custo anual estimado entre 500 milhões e 650 milhões de reais.
  • O Rio de Janeiro planeja atender três mil pacientes por ano com Wegovy e assinou ata de registro de preço para adquirir até 16 milhões de reais em Wegovy nos próximos doze meses.
  • Em programa municipal no Rio, aproximadamente cinquenta pacientes já recebem o medicamento há três meses, com mais de noventa por cento tendo diabetes; cerca de um terço apresentou perda de peso superior a cinco por cento.
  • O estudo envolve avaliação do impacto na qualidade de vida e em indicadores de saúde pública, com o Ministério da Saúde acompanhando estudo com duzentos e cinquenta pacientes para a incorporação da semaglutida no SUS.

O Ministério da Saúde, estados e municípios avaliam ampliar o uso de canetas emagrecedoras no SUS. A prioridade é analisar, pela Conitec, o pedido da Novo Nordisk para levar Wegovy à rede pública, com nova proposta de desconto e público-alvo mais restrito. A decisão depende de consulta pública e de parecer técnico, com prazo inicial de 180 dias.

A Novo Nordisk apresenta uma redução de 59% no preço, acima do desconto anterior de 30%. A empresa estima atender até 38.598 pacientes, com custo anual entre 500 milhões e 650 milhões de reais. A nova avaliação foca pacientes de alto risco que já sofreram infarto, diferentemente da análise anterior, que abrangia público mais amplo.

A Prefeitura do Rio de Janeiro planeja atender cerca de 3.000 pacientes por ano por meio de compras públicas de Wegovy. A secretaria de saúde assinou ata para aquisição de até 16 milhões de reais em Wegovy nos próximos 12 meses. O programa municipal já aplicou a primeira dose em março, em paciente selecionado, antes de deixar a prefeitura para concorrer a cargo estadual.

Nova análise da Conitec

Caberá à Conitec ouvir consulta pública e, ao final, propor critérios de elegibilidade e o impacto financeiro. A análise pode sugerir recortes no público apto ao tratamento ou apresentar cálculos próprios sobre o custo para o SUS.

Avanço estadual e estudo local

Governos locais acompanham estudos adicionais para embasar a decisão. Em estudo piloto no Rio de Janeiro, cerca de 50 pacientes já utilizam Wegovy há três meses, com mais de 90% apresentando diabetes. Dados preliminares apontam redução de peso em parte dos participantes e mudanças em parâmetros de saúde.

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