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Seis santuários marinhos reconhecidos como Blue Parks, quatro na África

Seis áreas marinhas protegidas recebem o selo Blue Park em Mombasa, destacando diferentes modelos de gestão e autonomia financeira na proteção oceânica

Nosy Tanihely. Image courtesy of Tanihely National Park Association.
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  • Six MPAs foram reconhecidos este ano pelo Blue Park Awards: Banc-des-Américains (Canadá), Rapa Nui (Ilha de Páscoa, Chile), Kawawana (Senegal) e Nosy Hara, Sahamalaza-Iles Radama e Nosy Tanihely (Madagáscar).
  • O prêmio, realizado durante a conferência Our Ocean em Mombasa, ocorre entre 16 e 18 de junho, reunindo milhares de representantes de governos, ONGs e setor privado.
  • As áreas representam modelos de governança variados e tamanhos diferentes, desde mais de setecentos mil quilômetros quadrados (Rapa Nui) até menos de cinco quilômetros quadrados (Nosy Tanihely).
  • Nosy Tanihely é gerida de forma totalmente autônoma financeiramente, com receitas de taxas de turismo, sendo a única área protegida de Madagáscar com esse modelo.
  • A iniciativa reforça a meta 30×30 de proteger trinta por cento dos ambientes marinhos até 2030, destacando que proteção efetiva depende de gestão durável, financiamento e envolvimento comunitário.

Na conferência Our Ocean, realizada em Mombasa, Kenya, destacaram-se áreas marinhas protegidas (AMPs) como ferramentas essenciais para a conservação dos oceanos. A cerimônia de entrega dos Blue Park Awards reuniu mais de 6 mil participantes.

Ao todo, seis MPAs foram reconhecidas neste ano, sob a curadoria do Marine Conservation Institute, entre elas áreas no Canadá, Chile e África. O objetivo é mostrar que proteção efetiva depende de modelos de governança variados e bem estruturados.

A iniciativa incentiva países a avançarem na meta 30×30, que pretende proteger 30% dos ambientes terrestres, água doce e marinhos até 2030, conforme o quadro global da Biodiversidade.

O que entra na lista de 2026

Entre as contempladas estão Banc-des-Américains MPA, no Canadá, co-gerida pelo governo federal, pela província de Quebec e pelas Nações Mi’kmaq, com participação contínua das comunidades indígenas.

Rapa Nui MPA, que envolve a Ilha de Páscoa e Motu Motiro Hiva, no Chile, é gerida por comunidades indígenas e pelo governo chileno, sob forte participação local.

Modelos de governança e casos na África

Kawawana ICCA, Senegal, foi criado em 2008 por uma cooperativa de pescadores e reconhecido como área indígena e de comunidades locais, integrando gestão tradicional e governança participativa.

Nosy Tanihely, Madagascar, é uma pequena ilha que opera com autossustentação financeira por meio de taxas turísticas, sendo gerida por Madagascar National Parks e associações locais.

Nosy Hara National Park, também em Madagascar, abriga o maior site de nidificação de tartarugas marinhas do país, com core zone de pesca restrita e áreas de uso sustentável geridas em conjunto com comunidades.

Sahamalaza-Iles Radama, Madagascar, abriga manguezais, recifes e megafauna marinha, com participação da MNP e de organizações locais de conservação, financiada em parte por fundos de proteção.

Observações e perspectivas

Fatou Ndoye, secretária-executiva da Abidjan Convention, destacou que o financiamento é desafio crítico para a gestão duradoura das áreas protegidas.

Lance Morgan, presidente do Marine Conservation Institute, reforçou que o sucesso não se mede apenas pela extensão protegida, mas pela gestão eficaz, financiamento estável e benefícios para comunidades costeiras.

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