- Um agricultor em Tabuleiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, encontrou petróleo cru ao perfurar um poço artesiano na propriedade da família.
- A descoberta começou como tentativa de obter água e, após análises, foi confirmada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
- O material apareceu em dois pontos do terreno, com profundidade relativamente rasa (cerca de 40 metros) e apresentou características de hidrocarbonetos semelhantes ao petróleo da Bacia Potiguar.
- A ANP abriu processo administrativo para avaliar a formação geológica, o potencial da reserva e a viabilidade de exploração comercial.
- Mesmo com a confirmação, especialistas ressaltam que a viabilidade econômica depende de qualidade do óleo, custos de extração, impactos ambientais e volume disponível; os recursos do subsolo são da União, com possíveis compensações ao proprietário.
O que começou como uma busca por água em Tabuleiro do Norte, no Vale do Jaguaribe, acabou revelando petróleo cru. Sidrônio Moreira perfurava um poço artesiano na propriedade da família quando surgiu uma substância escura e viscosa, com odor semelhante a combustível.
Após meses de análises, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou oficialmente a presença de petróleo na área. Técnicos já estudam a formação geológica e o potencial da reserva.
A descoberta ocorreu após o agricultor usar parte da aposentadoria e empréstimos para tentar sanar o problema de abastecimento hídrico. A família abriu um segundo poço, em outra área, e o líquido apareceu novamente, a cerca de 40 metros de profundidade.
ANP confirma petróleo e inicia avaliação técnica
Visitas da ANP aconteceram em março; os testes físico-químicos foram concluídos recentemente. A agência abriu processo administrativo para entender a área de exploração, o tamanho da reserva e a viabilidade econômica.
Especialistas destacam que petróleo não implica, automaticamente, viabilidade econômica. Custos de extração, qualidade do óleo e impactos ambientais devem ser avaliados ao longo dos próximos anos.
Aspectos legais e impactos para o proprietário
Segundo a legislação brasileira, os recursos do subsolo pertencem à União, mesmo em propriedades privadas. Há possibilidade de compensação financeira ao dono do terreno, entre 0,5% e 1% do valor do petróleo produzido, conforme estudo técnico.
Sidrônio mantém o foco em água. O agricultor afirma que espera que as autoridades avaliem o caso e vejam se há melhoria para a família, além da possível exploração futura da área.
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