- Avibras defende interligar recursos de inovação com o BNDES e o orçamento federal para fortalecer a soberania, dizendo que inovação, indústria e compras precisam andar juntos.
- O Míssil Tático de Cruzeiro (MTC) está em certificação final, com alcance inicial de 300 quilômetros e possibilidade de até 450 quilômetros, precisão de 9 metros, e uma cabeça explosiva de até 200 quilos; o motor tem força de oito toneladas e o míssil pesa pouco mais de uma tonelada.
- A Avibras retomou a produção após quatro anos de paralisação, com investimento de 300 milhões de reais de investidores, incluindo Joesley e Wesley Batista; 90% da cadeia de fornecedores já foi restabelecida e a fábrica pode produzir até cinco mil foguetes por mês.
- A empresa visa entregar dois lotes de munições e peças para o Exército ainda neste ano, manter o programa espacial para a Força Aérea e iniciar exportações, possivelmente já em 2027 ou 2028, para países do Golfo e do Sudeste Asiático.
- Hassuani pediu maior integração entre empresas nacionais como Avibras, SIATT e Mac Jee, com parcerias ou consórcios semelhantes aos da Europa, para que dinheiro de pesquisa, industrialização e compras possam sustentar a produção de defesa no Brasil.
A Avibras Aeroco planeja ampliar a defesa do Brasil por meio de mísseis, foguetes e drones, conectando inovação, crédito e compras públicas. O objetivo é ampliar estoques e capacidade produtiva para responder a mudanças no cenário global e preservar a soberania nacional.
O CEO Sami Youssef Hassuani afirma a necessidade de articular três pilares: inovação financiada por FNDCT e Finep, linhas de crédito do BNDES e orçamento federal para compras. A ideia é criar um programa estrutural que orquestre o setor.
A empresa, maior indústria bélica do Brasil, opera em um complexo de 2,7 milhões de m² na Serra do Mar, próximo a Jacareí, SP. O local abriga unidades críticas de propelentes, turbinas e montagem, além de áreas de teste e armazenagem.
O Estádio acompanhou o reinício da produção após a recuperação judicial. Hoje, 90% da cadeia logística já está restabelecida e a Avibras retorna com lotes de munições para o Exército e para apoio à indústria espacial da FAB. A produção de mísseis e foguetes já está em ramp-up.
Mísseis, drones e exportação
A Avibras já produz o Míssil Tático de Cruzeiro (MTC) com alcance inicial de 300 km, podendo chegar a 450 km, com alvo de até 9 m de precisão. O sistema Astros compõe a artilharia do Exército. A empresa mira exportação para o Golfo e o Sudeste Asiático a partir de 2027-2028.
A capacidade de produção inclui foguetes SS-80 e SS-40, trabalhando com uma equipe de cerca de 400 funcionários na unidade de Jacareí, onde também se ampliam a linha de contêineres de lançamento e a montagem final. O objetivo é entregar dois lotes de munição ainda neste ano.
Além do MTC, a Avibras desenha um Míssil Tático Balístico S+100, com alcance estimado de 120 km, e trabalha no desenvolvimento de drones com maior alcance. A empresa já projeta entregas para o Exército, FAB e clientes internacionais.
Estrutura e parcerias
O complexo da Avibras já abriga o Prédio dos Estirados, responsável pela produção de peças com alto controle de qualidade. A empresa também investe na modernização de veículos lançadores do Astros, e pretende ampliar a oferta de serviços e componentes para parceiros externos.
A gestão atual busca consolidar parcerias com empresas nacionais como SIATT e Mac Jee, além de manter contatos com fornecedores estratégicos no exterior. Eventos internacionais, como a Eurosatory, são usados para ampliar oportunidades e reforçar a presença brasileira no mercado de defesa.
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