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Pantanal enfrenta seca severa em 2025, semelhante à de 2020, com risco elevado de incêndios

Pantanal enfrenta nova seca severa em 2025, com chuvas abaixo da média e risco elevado de incêndios, refletindo crise hídrica persistente.

A maior planície inundável do mundo, o Pantanal, enfrenta uma grave crise hídrica, com a estação chuvosa de 2025 já sinalizando um cenário de seca severa. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o ano se junta a 2021 e 2024, quando o Rio Paraguai atingiu níveis alarmantes. As chuvas na Bacia do […]

A maior planície inundável do mundo, o Pantanal, enfrenta uma grave crise hídrica, com a estação chuvosa de 2025 já sinalizando um cenário de seca severa. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o ano se junta a 2021 e 2024, quando o Rio Paraguai atingiu níveis alarmantes. As chuvas na Bacia do Paraguai, que inclui o Pantanal, têm sido insuficientes, com um déficit acumulado de 135 mm até fevereiro.

Os dados indicam que as chuvas até 12 de março estão em níveis semelhantes aos de 2019, quando a seca resultou em incêndios devastadores. O SGB projeta que, dependendo do cenário, o nível do Rio Paraguai pode cair para 1,50 m em julho e atingir cotas negativas em setembro, refletindo a gravidade da situação. A pesquisadora Ana Paula Cunha, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres (Cemaden), destaca que fevereiro teve um déficit de chuva 40% abaixo da média dos últimos 40 anos.

A seca persistente desde 2019 tem impactos diretos na vegetação e no aumento do risco de incêndios, que já foram devastadores em 2020 e 2024. Em 2024, o Rio Paraguai permaneceu abaixo da cota por todo o ano, e em 2025 a situação não é diferente, com medições em Ladário e Porto Murtinho indicando níveis entre um metro e um metro e meio abaixo do normal durante a estação chuvosa. A especialista Elisângela Broedel afirma que a escassez de chuvas afeta tanto a vazão dos rios quanto a reposição do lençol freático.

A situação crítica da Bacia do Rio Paraguai, que já enfrenta um grau excepcional de seca, é um alerta para os riscos futuros. A probabilidade de vazões muito abaixo da média histórica é alta, o que pode agravar ainda mais os problemas ambientais e a biodiversidade da região. O cenário atual exige atenção urgente para mitigar os impactos da seca e prevenir novos desastres.

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