13 de jan 2025
Polícia descarta reconhecimento facial no caso do 'surubão' do Arpoador
A polícia civil ainda não identificou participantes da orgia na Pedra do Arpoador. Imagens de baixa qualidade impediram o uso de reconhecimento facial no caso. O artista Charlles Cunha vendeu uma pintura inspirada na orgia por R$ 1.600. Ativistas discutem homofobia e cruising, prática de encontros casuais entre homens. O delegado Sandro Caldeira desaprova a associação do ato à militância LGBTQIA+.
Surubão do Arpoador: episódio ocorrido no réveillon inspirou quadro, vendido para casal de NY (Foto: Reprodução e divulgação)
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Duas semanas após a orgia com cerca de 30 homens na Pedra do Arpoador, no Rio de Janeiro, a polícia civil ainda não identificou nenhum participante do ato, que ocorreu na virada do ano. Um vídeo do evento foi enviado ao Instituto de Identificação Félix Pacheco, mas a baixa qualidade das imagens impediu o uso de tecnologia de reconhecimento facial. Alexandre Trece Motta, diretor do Instituto, afirmou que o trabalho de identificação foi iniciado e concluído sem sucesso devido à qualidade inadequada das imagens.
Enquanto isso, o "surubão do Arpoador" inspirou o artista visual Charlles Cunha, que criou uma pintura acrílica de 30x20 centímetros chamada “No Arpoador”. A obra, vendida por R$ 1.600 em apenas 24 horas, reflete a abordagem contemporânea do artista sobre temas como a superexposição. Ele já está trabalhando em uma segunda tela, que foi vendida por R$ 2.400 a um jornalista de São Paulo, destacando seu interesse em ressignificar a cena além do digital.
Ativistas do movimento gay utilizam o caso para discutir a homofobia. Christian Gonzatti, professor e influenciador, explica que o cruising, prática de encontros casuais em locais públicos, surgiu como uma resposta à condenação da homossexualidade. Ele ressalta que o preconceito contra essa prática está ligado à marginalização histórica dos encontros homossexuais, levando muitos a buscarem locais escondidos para expressar sua sexualidade.
O inquérito sobre o "surubão do Arpoador" é conduzido pelo delegado Sandro Caldeira, da 14ª Delegacia de Polícia. Ele, que ganhou notoriedade nas redes sociais, desaprova a associação da orgia à militância, afirmando que sexo explícito em local público é uma forma equivocada e criminosa de lutar por direitos. Caldeira expressou preocupação de que essa situação possa ser utilizada para fins militantes, o que considera uma grande pena.
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