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Altamira revela novas pinturas e gravuras 150 anos após sua descoberta

A cueva de Altamira, descoberta em mil oitocentos e setenta e nove, é famosa por suas pinturas rupestres do Paleolítico Superior. Recentemente, foram encontrados 23 novos gravados e pinturas com até 32 mil anos de idade, revelando mais sobre a arte pré histórica. O acesso restrito à cueva, visando a conservação, permitiu estudos mais detalhados e cuidadosos. Técnicas modernas de análise foram fundamentais para a datagem e identificação dos novos achados. A pesquisa contínua busca revisar e catalogar toda a cueva, não apenas a área dos bisontes, ampliando o conhecimento sobre o arte rupestre.

Uma das novas pinturas encontradas na caverna de Altamira, que representa uma corça. (Foto: Blanca Ochoa)

Uma das novas pinturas encontradas na caverna de Altamira, que representa uma corça. (Foto: Blanca Ochoa)

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A caverna de Altamira, famosa por suas pinturas rupestres, continua a surpreender os pesquisadores com novas descobertas. Recentemente, foram identificados 23 novos gravados e pinturas que representam animais e símbolos, com uma antiguidade de até 32.000 anos. Essas descobertas são resultado de estudos que revelam marcas e pigmentos que estavam ocultos nas rochas, conforme explica Pilar Fatás, diretora do Museu de Altamira.

Desde os anos 90, a caverna enfrenta restrições severas de acesso para preservar suas valiosas pinturas do Paleolítico Superior. Os pesquisadores têm permissão para trabalhar na caverna por apenas cinco dias a cada dois meses, limitando o tempo de estudo a uma hora e meia por dia. As pinturas mais antigas datam de aproximadamente 35.000 anos, enquanto as representações de bisontes e ciervas têm entre 12.000 e 15.000 anos.

As novas ferramentas de análise têm sido essenciais para essas descobertas. Fatás destaca que a comparação morfológica dos gravados com pinturas datadas anteriormente permite uma estimativa de idade, mesmo sem a aplicação de testes de carbono. Um dos achados mais notáveis é um gravado de um cavalo de cerca de 30.000 anos, sobreposto por imagens de ciervas de 12.000 anos.

Além de identificar novos vestígios, o estudo revisitou os trabalhos de arqueólogos que atuaram na caverna em 1906 e 1935. Utilizando técnicas modernas de fotografia e fotogrametria, a equipe busca aumentar o inventário de arte rupestre, explorando áreas menos estudadas da caverna. O trabalho contínuo não apenas revela novas obras, mas também enriquece o acervo do museu com artefatos do Paleolítico.

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