- O Banco Central afirma que, em breve, será possível concentrar todas as operações bancárias de diferentes instituições em um único acesso, por meio de marketplaces e do aprimoramento do Open Finance.
- O Pix, sistema de pagamentos instantâneos, deve ganhar novas funções com o Pix Cobrança, Pix Programável e Pix Internacional, previsto para valer em 2024; o sistema já movimentou trilhões de reais e registrou centenas de milhões de transações em 2022.
- O Open Finance permitirá compartilhar informações entre instituições com a autorização do cliente, facilitando um portal único para gerenciar contas de diferentes bancos.
- O real digital (moeda digital do Banco Central) terá fases de teste em 2023, com funcionamento pleno em 2024, conectando a economia atual à de tokenização e às tecnologias DeFi.
- A tokenização de ativos, incluindo imóveis e dívidas, deverá permitir frações negociáveis e ganhos de transparência; o BC também prevê regulamentação para criptomoedas, com atuação prevista sobre as corretoras em até seis meses.
O Banco Central sinalizou que o marketplace poderá concentrar operações bancárias, permitindo que o consumidor acesse todas as suas contas por meio de um ambiente único de comércio eletrônico. A proposta envolve ampliar o Open Finance, conectando bancos e fintechs em uma única tela.
Segundo Otávio Damaso, diretor de Regulação do BC, a tendência é avançar para que o Pix evolua para facilitar transações por meio de marketplaces e ampliar as funcionalidades do sistema. O objetivo é reduzir barreiras para pagamentos e movimentar o mercado de forma mais integrada.
Campos Neto, presidente do BC, afirmou em 2022 que a carteira digital poderia surgir num prazo de até um ano e meio. Hoje, a instituição planeja etapas que incluam novas modalidades do Pix e integração com o Open Finance.
PIX E INOVAÇÃO
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do BC, já registra uso considerável e promoções como Pix Saque e Pix Troco desde 2021. Em novembro de 2022, o BC informou números expressivos de chaves, transações e valor movimentado no mês.
Damaso destacou que o Pix democratiza o acesso a pagamentos, reduzindo custos e facilitando operações para microempreendedores. Ele também ressaltou que o instrumento é simples, barato e seguro, estimulando a bancarização.
Entre as inovações previstas estão o Pix Cobrança e o Pix Programável, além de ampliar a integração com o Open Finance. A meta é permitir pagamentos dinâmicos por meio de QR Code gerado pelo ambiente financeiro, com vencimentos e dados de cobrança.
OPEN FINANCE
O Open Finance permitirá compartilhar informações com autorização do cliente, permitindo que uma única tela gerencie contas de várias instituições. Damaso aponta que isso transforma dados em ativo com valor real para o consumidor.
A expectativa é que o usuário tenha um portal único para acompanhar gastos, pagamentos e saldos, independentemente do banco escolhido. Segundo o BC, novas plataformas podem surgir para explorar esse ecossistema.
A integração entre Open Finance e Pix visa tornar transações mais simples, com o inicializador de pagamento facilitando operações entre diferentes instituições via marketplaces de bancos e comércios.
MOEDA DIGITAL
O BC trabalha na criação do real digital, ou CBDC, com testes programados para 2023 e implantação prevista para 2024. O objetivo é ampliar a liquidez e a interoperabilidade com a economia digital, indo além do Pix.
Os testes buscam entender como a CBDC pode se integrar a pagamentos, liquidação de ativos e serviços de DeFi. O BC ressalta a necessidade de supervisão para a autogerência da tecnologia.
Ao longo da implementação, o BC enfatiza que o Pix continuará sendo foco para varejo, enquanto a moeda digital poderá facilitar operações entre diferentes ambientes financeiros e contratos programáveis.
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