A inflação mensal da Argentina registrou um aumento de 2,7% em dezembro, mantendo-se abaixo de 3% pelo terceiro mês consecutivo. Esse resultado se alinha com as previsões de economistas e marca a aproximação do nível mais baixo em quatro anos. Em termos anuais, a inflação desacelerou para 117,8%, conforme dados divulgados pelo governo no dia […]
A inflação mensal da Argentina registrou um aumento de 2,7% em dezembro, mantendo-se abaixo de 3% pelo terceiro mês consecutivo. Esse resultado se alinha com as previsões de economistas e marca a aproximação do nível mais baixo em quatro anos. Em termos anuais, a inflação desacelerou para 117,8%, conforme dados divulgados pelo governo no dia 14. A popularidade do presidente Javier Milei permanece alta, especialmente com as eleições parlamentares se aproximando, devido à redução da inflação que antes chegava a quase 300%.
Milei tem controlado a desvalorização do peso, mantendo a alta da taxa de câmbio fixa em 2% ao mês desde que assumiu o cargo. Contudo, economistas alertam que essa política pode estar supervalorizando a moeda, o que em administrações anteriores resultou em desvalorizações abruptas e instabilidade política. A equipe do presidente está considerando uma redução na indexação para 1% ao mês, caso a inflação se mantenha estável até o final de 2024.
Embora Milei tenha prometido uma “taxa de câmbio flexível” após a suspensão dos controles cambiais, a experiência anterior em 2015, quando o ex-presidente Mauricio Macri adotou uma política semelhante, resultou em aumento da inflação e dificuldades políticas. A administração atual está avaliando a possibilidade de implementar uma taxa de câmbio administrada, permitindo que o peso flutue sob condições ainda não definidas.
A situação econômica da Argentina continua a gerar otimismo entre os cidadãos, mas qualquer alteração na política cambial pode impactar negativamente a percepção pública e a posição do partido de Milei. Um porta-voz do banco central não comentou sobre possíveis mudanças na política monetária, deixando incertezas sobre os próximos passos do governo.
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